quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Capítulo X


Pov. Bella

Nós ficamos ali cerca de uns cinco minutos vendo Gina brincando com Bacon, até que Edward avisou a ela para ficar longe da água e do píer e nós entramos em casa para subirmos com as malas. Edward deixou Gina e eu no maior quarto, ele era lindo e bem aconchegante. As paredes e o piso eram de madeira e em tons claros, duas enormes janelas para a praia e uma cama de casal entre elas, bem arrumada com almofadas e colchas azuis claras, um banquinho em frente à cama e duas mesinhas de cabeceira branca com dois abajures azuis.


Ele me ajudou a desfazer as malas e a arrumar as roupas em nos armários e na cômoda, e volta e meia olhávamos pela janela para ver como Gina estava. Depois de arrumarmos tudo, ele levou suas malas para o quarto ao lado, e nós descemos mais uma vez. Eu arrumei os remédios de Gina na cozinha, que tinha uma enorme janela para o quintal dos fundos e para a praia. E igual ao quarto, as paredes e o piso eram de madeira, as da parede eram brancas e o chão na cor de madeira mesmo.

A cozinha era completamente bem iluminada pelas varias janelas grandes espalhadas por ela. Debaixo de uma das janelas tinha um grande Baco em formato de L com a almofada azul escura, a mesa de madeira branca e mais quatro cadeiras azuis. A cozinha era bem grande, tinha uma bancada em L e a janela em cima da pia tinha vista para a lateral da casa.


- Edward... – o chamei enquanto ajeitava os remédios da Gina em cima da bancada.

- O que? –

- Eu provavelmente deveria ter feito essa pergunta antes, mas... Tem algum hospital aqui perto? –

- Tem. –

- Ótimo. Se você falasse que não, iria arrastar a menina de volta para Boston. – e ele balançou a cabeça rindo e se aproximou de mim.

- Eu não a levaria para lugar nenhum sem verificar se tinha ou não um hospital perto. – e ele abraçou minha cintura e beijou-me a bochecha.

- Mamãe... – e Gina entrou na cozinha com Bacon com colo.

- O que foi meu amor? – eu me afastei de Edward e fui até ela. – Está sentindo alguma coisa? –

- Sono... – respondeu bocejando.

- Vamos tirar um cochilo? – e ela assentiu.

- Eu a coloco na cama. – Edward disse e a pegou no colo, sem ela ter colocado o cão no chão. – Beijo na mamãe... – e ela deu um beijo na minha bochecha e eu retribuí. – Agora vamos subir...

Edward subiu com a menina para coloca-la na cama enquanto eu fechava a porta que dava o quintal dos fundos, onde Gina brincava a pouco com seu cão. Não demorou muito e Edward desceu e nós nos sentamos um pouco na sala, em silencio, comigo tendo a cabeça apoiada em seu ombro, enquanto ele me abraçava pelos ombros.

(...)

O dia seguinte amanheceu chuvoso, a tempestade que ontem se aproximava da costa, finalmente chegou e caiu forte. A tempestade caiu o dia inteiro batendo com força no telhado da casa, e Gina nem se importou, esse era o clima no Reino Unido quase que o ano inteiro, ela já estava acostumada, mas isso não a impedia de ficar entediada, o que deixou Bacon entediado também. E para piorar a situação, a programação na televisão era uma completa porcaria. Ela ficou zapeando os canais até encontrar algo que fosse bom, sem o menor sucesso, não tinha nada de bom para assistir.

- Mamãe? – e ela me chamou.

- Que? – perguntei debruçada sobre o aparador atrás do sofá onde eu já estava há algum tempo.

- To entediada... – resmungou cruzando os braçinhos e fazendo bico e Edward que estava ao meu lado, soltou uma risadinha.

- E o que você quer que eu faça? – questionei.

- Faz parar de chover. – falou com a voz arrastada e jogando a cabeça para trás para nos ver.

- E como eu faço isso? –

- Não sei. A super mamãe é a senhora. –

- Sou é? – e ela assentiu. – E como é que a super mamãe consegue fazer parar de chover? –

- Não sei. Mas se a super mamãe consegue fazer parar de doer os dodóis ela consegue fazer parar de chover. – e eu balancei a cabeça rindo.

- Assim que fico ofendido, ela é a super mamãe e eu não sou o super papai? – Edward perguntou brincando.

- Você ainda não fez nenhum dodói parar de doer, então fica na tua. – resmunguei e ele riu e eu voltei à atenção a minha gatinha. - Olha meu amor... Isso a mamãe não consegue fazer... – e ela aumentou mais ainda o seu bico. – Mas a mamãe consegue distrair o bebê até a chuva passar... –

- Como? –

- Que tal a mamãe fazer aquele bolo de chocolate maravilhoso que ela faz e nós dois ajudarmos ela? – Edward sugeriu.

- Ajuda ou atrapalhar? – rebati e ele riu.

- O que você acha amor? – e eu o acompanhei na risada.

- Eu quero bolo de chocolate com muito chocolate... – e Gina pediu frisando bem o muito. – E com sorvete... –

- Tem sorvete? – perguntei ao Edward.

- Claro que tem sorvete, ou achou que eu não iria pedir para abastecerem o freezer com o sorvete favorito da minha princesa? –

- Eeeee... – e ela saiu do sofá pulando com seus pezinhos descalços no piso de madeira.

- Então vamos... – estendi a mão para ela que pegou prontamente e foi me arrastando para a cozinha.

Nós colocamos Gina sentada em cima da bancada e Edward me ajudou a fazer o bolo, que ele também adorava. Com bastante chocolate. Despejei a massa na forma e como sempre entreguei a tigela suja com a massa e a espátula para que pudesse lamber, só que ao invés de eu ter dado para o Edward, como eu dava há cinco anos, eu dei para Gina que foi para a sala, assistir a algum desenho e se sentou no chão para não sujar a sala e nem nada.

Do mesmo modo que ele me ajudou a prepara o bolo, ele me ajudou a lavar a louça. Eu ia lavando e ele secando e guardando, até porque era ele quem sabia onde ficavam as coisas e não eu.

- Mamãe... – Gina voltou para a cozinha um pouco depois para devolver a tigela da batedeira e eu ouvi Edward gargalhar.

- Bella, olha isso. – ele disse rindo e eu me virei para encara-la.

- Santo Deus! – exclamei vendo minha filha. – Gina... Amor... Por que tem massa de bolo no seu cabelo? –

- Porque eu enfiei a cabeça na tigela para lamber o fundo... – respondeu normalmente e sem conseguir me segurar, me debrucei sobre a pia rindo, enquanto Edward gargalhava do meu lado, e Gina sem entender o motivo das gargalhadas, riu junto.

- Eu mereço você, não é Gina? – perguntei rindo e ela riu mais ainda. – Edward, termina aqui para mim enquanto eu vou dar um banho na nossa formiguinha? –

- Claro. Vai lá. – eu entreguei a tigela limpa, com a espátula para Edward lavar e a peguei no colo e a levei até o quarto.

Eu dei um banho demorado em Gina, que ficava dançando e cantando enquanto eu tentava tirar a massa do bolo de seu cabelo. Acabou que eu saí mais molhada do que ela própria, mas finalmente havia conseguido tirar a bendita massa de seus cabelos. Eu terminei de dar um banho nela e me vi obrigada a tomar um também, já que ela havia me molhado completamente. Após nós duas nos vestirmos, eu sequei seu cabelo para que ela não acabasse ficando resfriada e nós descemos mais uma vez, de encontro a Edward, que já estava na sala, colocando algum filme para assistir.

Não demorou muito e o bolo ficou pronto e após ele esfriar um pouco, cortei um pedaço para cada um e Edward fez chocolate quente e fomos para sala enquanto começava a passar Frozen na televisão. Nós nos sentamos no sofá, com Gina entre nós dois e com o filme passando pela televisão.

Quando a noite chegou, ajudei Gina a trocar de roupa e a escovar os dentes e a coloquei na cama, ela abraçou seu unicórnio de pelúcia, o Senhor Orelhas deitou aos seus pés junto a Bacon, ocupando assim a cama toda e não deixando espaço para mim. Eu dei um beijo em sua testa e ela aninhou mais ainda a cabeça contra o travesseiro macio e eu saí do quarto, parando na porta. Senti duas mãos abraçando minha cintura e olhei por sobre o ombro e vi Edward parado atrás de mim.

- Ela dormiu o dia inteiro, como ainda consegue ter sono? – perguntou e eu sorri baixo.

- Ela sempre foi um poço de sono e fome. Só que depois da doença, ela passou a ser um poço apenas de sono. – expliquei.

- Bom... E pelo visto... – e ele apertou o abraço em minha cintura de uma forma gostosa. – Você ficou sem cama... E a única cama disponível é a minha. –

- Você vai dormir no sofá e me dar a sua cama? – perguntei.

- Não, eu estava pensando que talvez, como a noite está um pouco fria, que talvez pudéssemos esquentar um ao outro. – e ele apertou gostosamente a minha cintura de novo e eu não consegui impedir que um gemido baixo de escapasse de minha boca. – E nós dois sabemos que o melhor jeito de nos aquecermos, é ficarmos bem perto... E nus. – falou baixo e roucamente em meu ouvido e mais um gemido escapou de meus lábios. – Só geme baixo para não acordar a menina... – e ele deslizou com uma das mãos, tirando-a de minha cintura, e levando até o meio de minhas pernas, e pressionando os dois por cima de minha calça jeans. 


- Edward. – eu gemi seu nome baixo e ele me virou de frente para ele e eu uni meus lábios ao dele.

Ele me prensou contra a parede ao lado da porta do quarto que Gina dormia profundamente. Suas mãos desceram para o meu quadril, apertando-o com força e me pegando no colo enquanto aprofundava mais ainda o beijo. Suas mãos apertavam meu quadril contra o dele, eu já podia sentir minha calcinha úmida e seu pênis duro. Antes que pudéssemos transar basicamente ao lado de onde nossa filha dormia, ele caminhou para o quarto de hóspedes, onde ele dormia e trancou a porta e caiu comigo na cama. Com os pés mesmo eu tirei meus tênis, nos virei na cama ficando por cima dele.

Nossos lábios ainda não haviam sido separados, nossos pulmões já começavam a implorar por ar e nenhum dos dois se importava com isso. Suas mãos subiam de minhas costas até a barra da minha camiseta e foi subindo com as mãos pelas minhas costas, por baixo da roupa, causando um arrepio em minha pele por onde suas mãos passavam. Nossas bocas se separaram apenas para que pudéssemos nos livrar de nossas blusas, já que assim que ele passou a minha pela minha cabeça, eu tratei de tirar a dele, e nossas bocas se encontraram mais uma vez.

Um de seus braços em volta de minha cintura e sua mão livre se infiltrando em meus cabelos enquanto meus seios recém-descobertos pelo sutiã, que saíram logo após a blusa tocar ao chão, eram esmagados contra seu peito.

- Eu preciso de você dentro de mim agora... – gemi contra sua boca já levemente inchada devido ao avassalador beijo.

- Apressada como sempre. – e ele mordiscou meu lábio inferior. – Mas não a culpo, também estou louco para me afundar em você. – comentou baixo e eu não pude deixar de soltar um gemido alto de animação e expectativa.

Edward nos virou na cama mais uma vez e soltou meus lábios. Ele foi descendo com a boca pelo meu corpo, dando uma pequena atenção aos meus seios, mas seguindo caminho logo em seguida pela minha barriga, até o cós de minha calça e a tirando apressadamente junto com a minha calcinha, que a essa altura já era um caso perdido. Ajoelhado no chão, ele não perdeu tempo, nem mesmo para respirar, mal minha calcinha e calça chegaram ao chão ao seu lado, ele separou minhas pernas o máximo para que sua cabeça se alojasse ali e eu senti sua língua quente e úmida contra minha buceta molhada.


- Deus... – e eu gemi alto rebolando meu quadril contra seu rosto.

- Deus, Isabella? Sério? – resmungou. – Geme o nome do homem que está te chupando... – e eu não consegui evitar um riso baixo de escapar de meus lábios, que logo se transformaram mais uma vez em gemido ao sentir a ponta de sua língua fazendo movimentos circulares em minha buceta.

O nome de Edward escapava de meus lábios a cada sugada em minha buceta. Minhas mãos haviam ido para o seus cabelos, apertando-os e puxando-os a cada chupão e roçar de dentes. Não demorou muito e eu gozei em seus lábios. Ele bebeu todo o meu gozo e voltou a subir com a boca pelo meu corpo até parar com a cabeça rente a minha. Seus lábios estavam levemente inchados, avermelhados e brilhantes, passei o polegar por eles, e chupou a ponta de meu dedo.


- Bella... Você ainda me ama? – perguntou. – Mesmo depois de tudo o que aconteceu e o que eu fiz... Mesmo depois de tudo você ainda me ama? –

- Eu nunca deixei de amar você, Edward. – respondi e ele sorriu amplamente e uniu meus lábios ao meu em um beijo lento e calmo.

Eu desci com minhas mãos de seus ombros, pelas suas costas até sua calça, abrindo o botão e o zíper e abaixando sua calça. Ele interrompeu o beijo apenas o tempo necessário para que pudesse se livrar de suas calças e cueca e em menos de um minuto já estava sobre mim novamente, unindo nossos lábios mais uma vez. Eu abri minhas pernas para que ele pudesse se ajeitar entre ela e me penetrou devagar. Seu peso estava apoiado em seus braços ao lado de minha cabeça enquanto ele investia seu quadril devagar contra o meu enquanto nossos lábios deslizavam um contra o outro. Minhas mãos estavam apoiadas em seu quadril, apertando volta e meia sua bunda a cada investida sua.

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Usando minhas forças, eu nos virei na cama ficando por cima. Minhas mãos estavam em seu rosto, meu cabelo estava jogado para frente, formando uma cortina ao redor de nossas cabeças. Suas mãos em meu quadril, me ajudando a me movimentar sobre seu corpo.

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O ar se fez necessário e eu separei nossos lábios, deixando nossas testas unidas e nossas bocas roçando uma a outra. Ele acariciava minhas costas, cintura, quadris e coxas, de forma lenta e conforme ele acariciava meu corpo, causava arrepios pela minha pele. Eu já conseguia sentir seu membro sendo apertado, e não demorou muito e eu gozei enquanto sussurrava seu nome. Ele nos virou novamente na cama e investiu seu quadril contra o meu mais algumas vezes, até sair de dentro de mim e gozar em minha barriga enquanto juntava seus lábios aos meus.

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(...)

- É incrível a minha incapacidade de manter a palavra. – comentei um tempo depois. Eram por volta das duas da manhã, uma tempestade caía do lado de fora da casa, fazendo um barulho enorme no telhado da casa. Devido às trovoadas, Gina acordou assustada, com um trovão que caiu do lado de fora da casa, nós nos vestimos novamente e ela agora estava deitada e dormindo no meu colo e eu estava com a cabeça apoiada no peito de Edward.

- Por que diz isso? – nós conversávamos baixo para não acordar a menina.

- Porque durante todos esses cinco anos que estivemos separados, eu prometi a mim mesma que caso eu me reencontrasse com você, eu não iria dormir com você, em hipótese alguma. Mesmo que a situação fosse explicada e perdoada e tudo mais. Eu prometi que não dormiria com você de novo. E eu já quebrei essa promessa muitas vezes... –

- Vai dizer que se arrependeu? –

- Não. Só comentei que a minha capacidade manter minhas promessas são nulas. – respondi acariciando os cabelos de minha filha e ele deu um beijo no topo da minha cabeça.

- Vamos dormir um pouco, amor... – com cuidado nos ajeitamos na cama, sem acordar Gina, bem devagar eu me virei, deitando-a entre mim e Edward, que passou um dos braços sobre o pequeno corpo da filha e pela minha cintura, dando um beijo na cabeça de Gina e em meus lábios.

(...)

O tempo só melhorou no terceiro dia desde que havíamos chegado aqui. Finalmente havia parado de chover e o sol abriu novamente. De manhã eu e Edward ficamos sentados na varanda dos fundos da casa enquanto Gina corria com o cão e pulava nas poucas poças que ainda não tinham secado. À tarde, após o almoço, nós resolvemos dar uma volta pela ilha para conhecê-la e não foi surpresa nenhuma Edward ter aparecido com três bicicletas, sendo uma infantil, e com rodinhas.

Eu ajudei Gina a tomar banho e deixei que ela escolhesse a roupa que queria usar e deixei que ela se vestisse sozinha. Edward já estava pronto e nos esperando no andar de baixo e enquanto a pequena se vestia eu fui tomar um banho e me vestir. Tomei um banho e após colocar um biquíni, que eu comprei depois de ter confirmado que viríamos para Nantucket, coloquei uma camisa simples, leve e solta de mangas curtas e botões, preta com bolinhas pretas, um short jeans e tênis.


 Depois de pronta, fui conferir que estava terrivelmente fofa com um vestido rosa claro de alças grossas e saia de tule e tênis brancos. Para protegê-la do sol, passei protetor solar em seus braços, pernas e principalmente no rosto e peguei um chapéu de palha que estava jogado pelo quarto, com um laço azul escuro e coloquei sobre seu cabelo curto.

- Estamos prontas... – disse quando descemos as escadas, comigo segundo a mão de Gina.

- Que menina mais linda. – e ele puxou a filha pela cintura e encheu a bochecha dela de beijos enquanto ela ria. – Pronta para andar de bicicleta? – e ela assentiu. – Então vamos. –

Ele se levantou e a colocou no chão e nós conferimos se a casa estava toda trancada e se o cão e o coelho tinham água e comida e saímos de casa. A minha bicicleta e a de Gina tinha uma cesta. Na de Gina seu inseparável, e quando eu digo inseparável, é realmente inseparável, unicórnio de pelúcia. Na minha uma pequena mochila com toalha, protetor solar e os remédios de Gina, e na garupa da de Edward um pequeno cooler com água, sucos e alguns lanches e ele foi guiando o caminho.


Nós demos uma boa e longa pedalada pela costa da ilha, até parar em uma belíssima praia. A praia estava quase vazia, a água azul era calma e areia era branca e fofa. Nós paramos e prendemos as bicicletas no suporte para bicicletas e fomos dar uma volta uma volta na areia. Nós andávamos descalças pela beira da praia, com a água molhando nossos pés e Gina catava algumas conchinhas no chão.


Quando começou a escurecer nós voltamos para a casa, enquanto Edward fazia o jantar eu ajudava a nossa filha a tomar banho e a colocar seu pijama. Após o jantar e de Gina ter tomado seu remédio, eu a levei para o seu quarto para que pudesse dormir e enquanto eu a colocava na cama vi pela janela do quarto, que dava para o quintal dos fundos, que Edward andava pelo píer com o celular em mãos e ele parecia irritado, do mesmo modo que já havia visto duas vezes, e sempre que isso acontecia, era porque ele estava no telefone com a mãe.  

Gina dormiu e eu dei um beijo em sua testa e a cobri bem e saí do quarto, indo para onde Edward estava. Eu o via brigando com alguém pelo telefone, mas fiquei longe e em silêncio sentindo a maresia fria vindo da praia. Eu fiquei ali parada cerca de cinco minutos, olhando de longe e ele logo desligou o telefone e me viu, Edward ficou me encarando por alguns segundos até caminhar para perto de mim.

- Deixe-me adivinha... Sua mãe? – questionei puxando as mangas de meu casaco fino e cruzando os braços.

- Não... Jéssica... –

- Por que atendeu? –

- Ela havia mandado uma mensagem falando que havia acontecido um problema com a empresa e logo em seguida ligou... – suspirou. – Mas não era nada sobre a empresa. Pelo menos em termos, está reclamando porque eu saí de férias e a deixei sozinha... – bufou. – Vamos ignora-la, por favor... – pediu abraçando-me pela cintura e eu apoiei minhas mãos em seu peito. – Não vale a pena perder nosso tempo com ela. –

- E sua mãe? –

- Ainda viajando, o cruzeiro só acaba no final do mês... – e ele olhou para a praia ao nosso lado. – Por que nós não aproveitamos que Gina está dormindo e entramos na água? –

- Não estou com roupa de banho... –

- E nem eu... – e ele piscou para mim.

- Quer entrar nu e correr o risco de nossa filha nos pegar... –

- Ela não vai acordar... – respondeu e subiu com as mãos de minha cintura para os meus ombros e abaixou as mangas de meu casaco fino. – E para quem já tomou banho na praia nua uma vez... Uma segunda não vai fazer a menor diferença... – comentou baixo e roçou seu nariz ao meu e eu estiquei um pouco o pescoço para unir nossos lábios.

Nossos lábios roçavam um ao outro de forma lenta e deliciosa enquanto suas mãos soltavam meu casaco no chão e veio com a mão para frente de meu corpo, para os botões de minha camisa e um a um ele ia abrindo os botões de cima para baixo e subiu com elas para os meus ombros novamente abaixando minha blusa, dando o mesmo destino que o casaco, o píer de madeira.

O beijo de calmo havia se tornado afoito em um piscar de olhos, a sua calma em se livrar de minhas roupas se transformou em pressa enquanto ele tirava as dele. Edward se livrou de suas roupas e eu de meus tênis, short e roupa de baixo, sentindo a maresia fria passando pelo meu corpo, e assim que Edward terminou de se despir, eu o empurrei do píer para a água fria e pulei logo em seguida.

- Ah... Por que eu fui ouvir sua ideia absurda? – resmunguei quando ele me agarrou pela cintura, e eu passei as pernas pela sua. A água estava absurdamente fria e meus lábios tremiam.

- Eu esquento você, não se preocupa... – e ele apertou mais ainda meu corpo contra o dele e uniu nossos lábios em um beijo enquanto eu sentia seu pênis sendo encaixado em minha entrada e Edward me penetrando devagar.

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(...)

O dia seguinte foi bem tranquilo, nós passamos o dia inteiro em casa, mas Edward havia ficado o dia inteiro com Gina na praia dos fundos na casa. Ela só saiu dali um pouco na hora de almoçar e uma parte da tarde, quando o sol estava absurdamente forte, e ela ficou deitada na rede do lado de fora, na varanda dormindo com Bacon e o Senhor Orelhas na rede com ela e eu e Edward estávamos sentados em um pequeno sofá que tinha próximo a rede.

Nossos pés estavam apoiados em cima da mesinha de centro, minha cabeça apoiada em seu peito, e seu braço por cima de meus ombros me abraçando. Ele ficava velando o sono de nossa menina enquanto eu não conseguia desviar os olhos da pequena faixa de areia da pequena praia lembrando-me do que havia acontecido na noite anterior e deixando um sorriso brincar pelos meus lábios.

- Também está se lembrando do que ocorreu ontem a noite é? – questionou baixo em meu ouvido com a voz doce.

- Sim. Não acredito que me convenceu aquela loucura... – e ele riu baixo. – Gina poderia acordar e nos pegar... – rebati baixo.

- Ela não acordou, apenas hoje pela manhã. – e eu virei à cabeça vendo nossa menina dormir calma e profundamente com Bacon entre seus braços. - Eu estive pensando em uma coisa... – comentou e eu levantei a cabeça para olha-lo. – Como eu disse, não pretendo me afastar de vocês duas, e também não vou tentar convencê-las a se mudarem para cá... –

- O que isso significa? –

- Significa que assim que vocês voltarem para Dublin eu vou com vocês. Não importa o que vai acontecer com a empresa. Eu cansei de ter alguém por trás da minha vida, e eu vou passar a fazer o que eu bem entender. O que eu quero é ficar com você e com a nossa filha, em Dublin, o lugar de onde eu nunca devia ter saído. Fazer o que eu sempre quis, que não é arquitetura... – e ele me encarou sorrindo. – E realizar minha maior vontade... Casar-me com você. – respondeu e eu sorri amplamente. – Eu estive pensando que talvez pudéssemos dar um irmãozinho ou irmãzinha para a Gina... O que me diz? –

- Digo que caso eu não estivesse me cuidado eu provavelmente já estaria grávida. – e ele riu baixo e me abraçou com os dois braços e deu um beijo em minha têmpora. – Mas... Por mais que eu fique feliz por você decidir por conta própria voltar para Dublin comigo... Eu quero me concentrar no tratamento de Gina primeiro. Depois que ela melhorar, eu começo a pensar no que vou fazer com o resto da minha vida... –

- Justo. Mas não significa que não podemos praticar... – e agora foi a minha vez de soltar uma risadinha.

- Praticar? Não precisamos praticar. Meu útero é foda, olha a criança linda que eu gerei e pari. –

- E eu não tive nada haver com isso... –

- Seu lado foi fácil. Só me emprestou o seu esperma... Eu fiz todo o trabalho sozinha... – brinquei e ele não riu comigo.

- Eu queria ter estado do seu lado em todos os momentos... – e eu levantei a cabeça mais uma vez o encarando.

- Eu não falei isso para magoar você... –

- Eu sei disso. Acho que o maior motivo para eu querer outro filho é para poder viver o que eu não tive a oportunidade de viver com a gestação da Gina. – tirei a mão de meu colo e subi com ela até a sua bochecha coberta pela barba rala e ele abaixou a cabeça me encarando.

- Você ainda terá outros filhos, Edward. E vai poder acompanhar a gestação de todos eles... – ele tirou a mão de minha cintura, pegando a que acariciava sua bochecha e beijou a mesma, antes de abaixa-la, com sua mão enlaçada as minhas.

- Eu não quero mais nenhum outro filho, se a mãe não for você... –

- Depois nós conversamos mais sobre isso. Já disse, depois que a Gina melhorar podemos, talvez, ter outro filho... –

- Eu quero um irmãozinho... – Gina se pronunciou avisando que estava acordada e eu e Edward a encaramos e eu suspirei.

- Obrigada, Edward. – resmunguei. – Agora ela não vai tirar isso da cabeça até ganhar um... – e ele riu.

- De nada... – e eu dei uma cotovelada nele e me levantei.

- Oi meu amor... – ela esticou os braços e eu a peguei no colo dando um beijo em sua bochecha gordinha. – Vou falar a mesma coisa que falei para o seu pai. Quando você melhorar, podemos pensar se vamos te dar um irmãozinho... – e ela bateu palma animada. – Agora, vamos tomar um lanche e seu remédio? –

- Eu quero ir pra a praia de novo... –

- Vamos comer e vamos para a praia... – e ela fez peso para ir para o chão e me puxou para a cozinha e eu entrei rindo e Edward veio logo atrás, com Bacon e Senhor Orelhas no colo.

Eu sentei Gina na cadeira, em cima de algumas almofadas e enquanto eu servia uma fatia de bolo e um copo de suco de laranja, Edward dava a ração para os animais, e após lavar as mãos, sentou-se ao nosso lado. Gina tomou seu remédio e nós lanchamos. Ela esperou um pouquinho na mesa enquanto guardávamos as coisas e lavávamos a louça. Esperamos um tempo e levamos Gina para a praia, principalmente porque ela pulava pela cozinha pedindo para ir para a praia.

(...)

O sol estava começando a se pôr e nós ainda estávamos na praia. Eu e Edward estávamos sentados na beirada da praia, eu estava sentada entre suas pernas e Gina sentada aos nossos pés. Estávamos dentro da água e Bacon rolava na areia atrás de nós. Nossa princesinha estava sentada olhando para o horizonte, vendo o sol se pôr em total silêncio. Eu me afastei um pouco de Edward e devagar puxei Gina para o meu colo.


- Está sentindo alguma coisa, meu amor? – perguntei sentando-a em meu colo e dando um beijo em sua bochecha.

- Estou com saudades do vovô e da vovó... – e ela escondeu seu rosto em meus seios.

- Então, por que nós não entramos, tomamos um banho e enquanto a mamãe e o papai fazem o jantar você não conversa pelo Skype com eles? Pode aproveitar e apresentar o Bacon para eles... – sugeri... – Vamos? – e ela assentiu. – Então vamos... – eu a coloquei de pé e antes que eu pudesse me levantar, Edward já havia se posto de pé e estendido a mão para mim, me ajudando a me erguer.

Bacon estava cheio de areia, ele havia entrado na água com Gina e logo em seguida rolado na areia, principalmente seu focinho que estava cheio de grãozinhos de areia. Nós entramos em casa, eu levei Gina e Bacon para o banheiro, enchendo a banheira. Enquanto eu dava um banho em minha filha, ela dava um banho em seu cachorro. Tudo o que eu fazia com ela, ela fazia com o cachorro. Banho, secar e pentear. Deixei-a vestida e escovando o cachorro enquanto tomava um banho e após eu me vestir, nós descemos. Eu liguei meu computador na mesa da cozinha e esperei conectar.


- Oi mulher... – Nessie gritou do outro lado da tela, com o rosto quase que grudado na tela e eu balancei a cabeça rindo. – Cadê minha princesinha? Cadê? Cadê?

- Dinda... – Gina cantarolou tentando subir no meu colo, e eu a peguei, sentando-a em meu colo.

- Own. Oi minha princesinha. Como você está? Está bem? Se divertindo? Está com uma corzinha de praia?... –

- Deus, Nessie, respira... – e a voz de minha mãe soou de algum canto da casa. – Uma pergunta de cada vez. – ralhou ela. – Chega para lá. – e ela empurrou Nessie. – Oi minha princesa... – e minha mãe babou um pouco.

- Oi vovó... Cadê o vovô? – perguntou fazendo bico.

- Seu avô saiu para comprar uma coisa e já deve estar chegando, princesa... – respondeu.

- Oi para a senhora também, mãe e Nessie... – respondi as fazendo notarem que eu estava ali, mesmo que meu rosto estivesse bem focado na câmera.

- Oi Bella. – falaram ao mesmo tempo enquanto babavam em Gina.

- Conversa com sua avó e madrinha enquanto eu faço o jantar... – dei um beijo em sua bochecha e me levantei, deixando Gina sentada na cadeira, e ela sentou sobre as pernas, deixando os braços apoiados na mesa rente ao computador.

Eu segui para a geladeira separando algumas coisas para o jantar e comecei a separar tudo que iria usar. Edward entrou na cozinha, de banho tomado e trocado e me deu um beijo na bochecha antes de ir até a filha e lhe beijar o rosto na frente da câmera onde minha irmã e prima revessavam entre ficar com os rostos grudados na tela para ver a menina.

Enquanto Gina conversava com meus pais e seus padrinhos, que havia chegado um tempinho depois junto com Jacob. Eu e Edward preparamos o jantar, e quando tudo estava pronto e a mesa posta. Gina se despediu deles e eu desliguei o computador e nós jantamos, com Gina bem animada por ter revisto e falado com seus avós e padrinhos. Eu e Edward lavamos a louça enquanto nossa princesa assistia um pouco de televisão e antes que ela acabasse dormindo no sofá, Edward subiu com ela para ajuda-la a escovar os dentes e ir para a cama.

- O Edward está gostoso... – assim que Edward subiu com nossa filha, meu celular tocou, era Nessie com minha mãe no viva-voz. – Quer dizer, ele sempre foi, mas com o passar dos anos ele ficou muito melhor.

- Eu concordo plenamente... - e minha mãe completou.

- Adoraria que os maridos de vocês ouvissem isso... –

- Primeiro que seu pai não se importa com isso... – minha mãe me interrompeu. – Você já sabe que eu e o seu pai... –

- Mãe, não... – e ela parou.

- Desculpa... –

- E vocês dois se entenderam? – Nessie perguntou.

- Em termos. – respondi suspirando.

- Qual é o problema? – perguntaram juntas. Eu estava na varanda de trás da casa, e olhei pela janela para ver se Edward não estava se aproximando.

- Ele disse que assim que eu voltar ele vai voltar comigo. Ele não quer se afastar de mim e nem da filha e não vai nos convencer a nos mudarmos para Boston... – expliquei. – Ele quer se casar comigo e ter mais filhos... –

- E qual é o problema? – minha mãe questionou.

- Caso ele faça isso a mãe dele não vai nos deixar em paz. Vocês viram o que ela teve coragem de fazer para separar Edward de mim e da filha. Não quero nem pensar no que ela poderia fazer caso ele realmente voltasse para Dublin conosco. –

- Isso é realmente preocupante. - ouvi minha mãe suspirar do outro lado. – Mas pense bem, meu anjo. Você o ama e ele te ama. E do mesmo modo que ele não vai e não quer se separar de você de Gina, vocês duas também não vão querer se separar dele. Principalmente ela. Vocês vão ter que arriscar... – e eu suspirei passando a mão pelo rosto.

- É complicado... A mãe dele ainda não voltou, e eu tenho medo do que ela possa fazer quando voltar. E seria muito ruim da minha parte desejar que algo acontecesse para ela não voltar? –

- Se é ruim ou não eu não sei. Mentira, eu sei sim. E é bem ruim. – Nessie respondeu. – Mas todos nós aqui estamos torcendo para isso... – brincou e eu balancei a cabeça rindo.

- Hey... – ouvi um pigarro na porta e Edward estava ali parado.

- Oi... –

- Vai demorar ai no telefone? Tenho uma surpresa para você... –

- Garotas, eu vou desligar... – falei para as duas.

- Espera... Passa para o Edward primeiro... – minha mãe pediu e eu estendi o telefone para ele.

- Elas querem falar com você... –

- Oi Renée. Oi Nessie... –

Eu deixei os três conversando no telefone e me levantei entrando em casa e indo rapidamente até o andar de cima, onde Gina dormia profundamente na cama. O coelho estava dormindo em sua gaiola e Bacon entre as pernas de minha menina que dormia agarrada ao seu unicórnio de pelúcia. Devagar para não acorda-la, eu subi na cama dando um beijo em sua bochecha e ela aninhou a cabeça mais contra seu travesseiro.

- Boa noite princesinha... – falei baixo acariciando seus cabelos. – Mamãe te ama... – dei outro beijo em sua bochecha e após conferir se ela estava bem coberta, já que o ar condicionado estava ligado para refrescar o quarto, e saí do mesmo, voltando para fora.

- Pode dizer a eles para não se preocuparem. Eu estou cuidando bem das duas... – ouvi Edward falando ainda ao telefone. – Vocês sabem, vocês me conhecem, sabem que caso eu soubesse de tudo eu não teria ido embora... Eu sei disso. – eu abracei sua cintura e dei um beijo em seu ombro. – Pode deixar... Nós vemos logo... – e ele desligou o telefone e colocou em cima da mesinha de centro.

- Aconteceu algo? – questionei.

- Sua mãe falou que seu pai e Jacob estavam um pouco preocupados com vocês. Mas garanti que eu estou cuidando muito bem de vocês... – respondeu sorrindo.

- Eu achei que tivesse escutado você me dizer que tinha uma surpresa para mim... –

- E eu tenho... –

Ele me pegou pela mão e me guiou para a pequena faixa de areia, onde tinha uma toalha estendida, com uma garrafa de vinho dentro de um balde de inox com gelo e duas taças, junto com um potinho com morangos com chocolate. Edward se sentou na toalha e eu me sentei no meio de suas pernas, ficando descalça e esticando as pernas, sentindo a água fria tocando em meus pés.


Ele abriu a garrafa e encheu pela metade a taça e me entregou uma, enquanto eu me aninhava entre as suas pernas, e deitava a cabeça em seu peito, levando a taça aos lábios e bebendo um gole enquanto tinha uma das mãos de Edward repousada em meu colo, tocando em minha barriga, por baixo de minha blusa.

- Lembra-se do nosso primeiro jantar debaixo das estrelas? – perguntou e eu ergui a cabeça vendo o céu noturno iluminado pelas estrelas e pela lua cheia.

- Lembro... – respondi sorrindo. – O céu estava tão bonito quanto esse... As estrelas e as luzes estavam tão brilhantes... –

- Eu não posso concordar com isso... – e eu ergui a cabeça em seu peito para encara-lo. – Eu só tinha e tenho olhos para você... –

- Eu posso saber o que você está tramando? –

- Por que acha que estou tramando alguma coisa? – perguntou e eu sorri.

- Eu sei que está... – e ele sorriu amplamente.

- É porque eu estou mesmo... – ele tirou a mão de minha barriga e levou até o seu bolso, puxando algo de lá e colocou sob meu campo de visão uma caixinha preta.

- O que é isso? – perguntei e ele abriu a tampa da caixinha. Era um anel dourado, com um diamante oval no centro dele e com pontas a sua volta, com pequenos diamantes incrustados ali. – Edward... –


- Quer casar comigo? – e eu o encarei. – Eu infelizmente não tive a chance de fazer isso a seis anos, então eu vou fazer agora. Principalmente depois de tudo ter sido explicado, depois de tudo o que aconteceu e foi dito... Bella, eu amo você mais do que jamais amei alguém antes. Se eu sinto algo mais forte do que eu sinto por você e pela Gina, mas você é a mulher da minha vida. E eu sabia disso desde o dia que eu coloquei meus olhos em você na primeira vez a mais de dez anos. Eu sempre desejei você, desse jeito. Com um anel em seu dedo e meu sobrenome junto ao seu. Pessoas ruins tentaram passar por cima de meu sentimento e desejo, mas... Mas hoje mais do que nunca, eu tenho a total certeza de que nascemos para ficarmos juntos. Nada e nem ninguém vai conseguir nos separar de novo. – ele falava olhando no fundo de meus olhos e eu já os sentia ficando úmidos. – Eu sei que não quer dar nenhum passo antes de Gina se recuperar. E eu sinceramente posso esperar, posso esperar o tempo necessário para finalmente me casar com você ou para ter outro filho, eu aguento principalmente se eu acordar todos os dias e ver vocês duas ao meu lado, sabendo que estamos juntos e que ficaremos juntos... – ele sorriu amplamente. – Isabella Marie Swan, me daria a honra de ser minha esposa?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Capítulo 1: Forks.


Pov. Bella

Io non me lembrava do que havia acontecido direito, só lembrava que estava no carro de trás do carro de meu pai, nós estávamos voltando de uma longa viagem de carro de cinco horas de Turim até Siena após assistir o primeiro jogo da Juventus após a pausa para as festas de final de ano e havia sido um belo jogo, ou assim io achava. Io non me lembrava de quando era o placar e nem contra quem era o jogo, só sabia que havia sido da Juventus no Juventus Stadium.

Noi estávamos perto da entrada de Siena e io havia pedido para darmos uma passada no café da Marlena antes de irmos para casa, para que pudéssemos tomar um sorvete. Mas se tinha uma coisa que io me recordava muito bem era que o caminho estava completamente escuro e nublado. Noi estávamos no inicio de janeiro, acho que era feriado, e noi estávamos no auge do inferno e estava bem frio lá fora, esse era um dos invernos mais rigorosos que o norte da Itália estava passando nos últimos anos. Mas hoje, especificadamente hoje, não nevava, mas estava muito nublado e nem os faróis de neblina do carro do papai, que era um dos melhores que a Ferrari havia construído e seus faróis eram muito bons, não funcionavam muito bem hoje.

Se io non me enganava, io havia encostado as costas no banco e colocando mias pernas em cima do banco e io me ajeitara, já que o cinto em volta de minha cintura me apertava um pouco e peguei mio celular para verificar minhas redes sociais. Nenhuma mensagem no Facebook ou Whatsapp ou até mesmo no Instagram, isso era normal, estranho seria se tivesse alguma mensagem e resolvi apanhar meu tablet na mochila e entrar no meu site favorito de testes de QI. Io me divertia e muito fazendo aqueles testes de Palavras Quebradas e se deixasse eu passaria o dia inteiro fazendo aquelas.

- Babbo... Desviar do centro com onze letras? – perguntei.

- Centrifugar. – ele respondeu e io digitei as palavras. Io havia terminado mais uma fase e me direcionei para a próxima.

Io non sabia o motivo de eu ter ficado com essa pergunta na cabeça, talvez seja porque io achava que centrifugar só servia para maquinas de lavar. Io realmente não me lembrava de quase nada, depois de ter digitado a palavra centrifugar, só recordava de ouvir pneus derrapando, em uma estrada que não deveria ter neve para derrapar, o que me fez desviar os olhos do meu celular e levantar a cabeça, e a última coisa que vi fora uma luz forte me cegando.

Abri os olhos e vi a luz do sol invadindo o mio quarto, mia cabeça latejada, o médico havia pedido para io parar de tentar forçar a minha mente para tentar me lembrar do que havia acontecido, pois io apenas corria o risco de me ferir mais ainda e não me lembrar. Mesmo io non sabendo o que realmente aconteceu depois daquela luz forte io sabia o que tinha acontecido.

Io havia sofrido um acidente de carro e meus pais estavam mortos, pelo que o médico me contou, um motorista de caminhão bêbado bateu em cheio no carro dos meus pais e a frente ficou completamente danificada. Babbo morreu na hora e minha mamma morreu na mesa de cirurgia enquanto tentavam conter uma hemorragia interna com uma operação de emergência.

Em parte, io estava bem, uma concussão um pouco séria, um corte na cabeça, alguns hematomas pelo corpo e o pulso machucado, o médico disse que io tive sorte de não ter voado do carro já que usava o cinto de segurança. Meus pais também usavam o cinto, porém como o caminhão bateu de frente, nenhum cinto do mundo poderia tê-los salvado.  Meus olhos lacrimejavam, a dor era intensa, a dor no corpo, na cabeça e a no coração, io non sabia qual era pior, parecia que a dor iria me fazer explodir e isso era horrível, pensar que nunca mais poderia ver os meus pais.

- Toc... Toc... – me virei ao ouvir a batida na porta e vi que era Aro, o advogado de meu pai e Marcus, o vice-presidente que trabalha junto com meu pai, e seu melhor amigo. – Como está? – Aro perguntou, ele me conhecia desde criança, talvez até antes disso, mas ele nunca perdera a sua formalidade comigo.

- Está tudo doendo. – fui sincera.

- Vai passar. A dor física logo passa, a emocional irá demorar um pouco, mas também irá passar. – disse ressentido e io sabia o motivo, há três anos ele havia perdido a esposa e o filho de uma única vez, quando ela morrera enquanto dava a luz a ele, e depois disso ele nunca mais se envolveu com ninguém, pelo menos não que io soubesse. – Io sei que está com dor e o que mais quer é ficar sozinha, mas temos que resolver uma coisa. –

- O que? – perguntei fungando e enxugando as lágrimas com a manga larga do meu suéter.

- Bella você é menor de idade e não pode ficar aqui. A lei exige que você vá morar com a sua madrina Renata nos Estados Unidos. –

- E como que ficam a minha casa e a empresa de meu pai? –

- Io prometo que virei aqui com frequência para ver como ela está. Está casa é sua, está no testamento de seu pai e a empresa também passa para você por ser a única filha dele, entretanto como io disse... Você é menor de idade, não pode assumir uma empresa e muito menos tentar vender a casa caso seja esse o seu desejo. Tudo passará para as mãos de seus padrinhos, a sua guarda e o controle de seus bens, incluindo a empresa. Marcus irá comanda-la daqui, mas para qualquer coisa importante ele deverá ligar para eles. Quando você completar dezoito anos, tudo volta para as suas mãos e ai você poderá decidir o que fazer com elas. –

- E agora o que io faço? –

- Io já entrei em contato com a sua madrina e procurei o consulado americano e lhe consegui um visto, chega há alguns dias. Renata não poderá vir lhe buscar, ela disse que o tempo está péssimo em Seattle para ela tentar deixar a cidade, seja de avião para vir até você ou de carro para ir até outro estado. Então você irá se encontrar com ela lá. – explicou. – Io já me informei sobre os dias e o tempo irá melhorar no final de semana, então na sexta à noite você parte para Seattle. Até lá você precisa arrumar um adulto para ficar com você aqui, ou para que você vá para a casa dele e você também precisa fazer as malas. – ele acariciou a minha cabeça, com cuidado para não tocar na tala que a envolvia. – Não se preocupe tudo estará do mesmo jeito que você deixará quando sair. –

- Io terei que ficar nos Estados Unidos até completar dezoito anos? –

- Sì. Due anni se passam muito rápido, você vai ver. – assenti. – Quer que io ligue para quem, para que venha ficar com você essa semana? –

- Pode ser a Marlena? –

- Claro. Iremos descer e lhe deixar a vontade para que possa arrumar as suas coisas, se a dor piorar ou algo do tipo, é só gritar, estarei lá embaixo. –

- Tudo bem. – ele se virou e saiu me deixando sozinha com Marcus.

- Oh principessa io sinto muito. – ele disse me abraçando. – É terrível o que pessoas irresponsáveis fazem. – Marcus deu um beijo no topo na minha cabeça. Io o conhecia a minha vida ideia, ele era o melhor amigo de meu pai e trabalhava com ele. Meu pai sempre veio de uma família rica, mas uma grande parte de seus melhores amigos, se não todos, não tinham nem 1% da fortuna da família de meu pai, e o mesmo nunca se importou com isso. Quando mio babbo conheceu zio Marcus o mesmo se encontrava completamente afundado e chafurdado na lama e meu pai o tirou de lá, como ele mesmo gostava de dizer em todos os discursos de final de ano da empresa, segundo ele, ele devia muito ao meu pai, e era bom tê-lo por perto pelo menos por enquanto. – Não se preocupe principessa, io irei cuidar com todo o carinho de seu patrimônio. –

- Grazie zio Marcus. – funguei e ele me deu outro beijo no topo da cabeça e saiu, me deixando sozinha. E io non queria ficar sozinha.

Io me arrastei para a mia cama e com cuidado, devido à dor pelo corpo, io me deitei, puxando as mangas de meu suéter até cobrir os meus punhos e me encolhi no meio de mia cama grande, que agora parecia enorme. O silêncio reinava no quarto e aquilo me agoniava completamente, o silêncio era ensurdecedor e me causava uma tremenda agonia. Io podia descer e ficar junto Aro e Marcus, mas caso io fizesse isso, eles seriam completamente protetores e ficariam em cima de mim, e por mais contraditório que isso pudesse ser, ao mesmo tempo em que io non queria ficar sozinha, io também non queria ficar cercada por pessoas.

Estava começando a anoitecer quando me levantei novamente da cama, meus olhos ainda estavam um pouco úmidos e io funguei caminhando até a minha escrivaninha. Apanhei na prateleira em cima da mesma um caderno e peguei um mapa-múndi e o abrindo sobre a mesa. Dentro da gaveta io tinha um potinho tampado com tachinhas coloridas, uma de onde ficava o aeroporto de Firenze, o mais perto de onde io morava e tratei de procurar por Seattle a noroeste dos USA, e com uma linha tracei o trajeto do avião e senti um aperto no coração.

Si, io já sabia que Seattle ficava longe de Siena, mas vendo o tanto que io ia me afastar causou uma pequena sensação de pânico. Cruzar basicamente toda a França, Espanha e Portugal e o próprio USA, claro, além do enorme oceano atlântico. Aquilo me causava um tremendo pânico. Ouvi uma batida na porta e tratei de passar as mãos pelo rosto para me livrar de qualquer indicio de choro e engoli em seco.

- Sì? – e a porta se abriu.

- Fragolina... – e Marlena entrou no quarto, io nem tive tempo de me levantar e ela já me abraçou pelos ombros com cuidado para não me machucar. - Come stai? – perguntou e io dei de ombros. – Pergunta besta essa io fiz também... – e ela deu um beijo em minha testa e puxou a cadeira da minha penteadeira e se sentou ao meu lado. – Aro já me explicou que você parte em uma semana e pediu para que io ficasse aqui com você. –

- Mi scusi por fazer você não ir trabalhar e... –

- Esqueça isso. Meu trabalho não importa, semana que vem a cafeteria ainda estará, pelo menos assim eu espero. Bom, io credo che Luca não irá conseguir fali-la em sete dias. – ela deu uma risada fraca e io apenas repuxei meus lábios em um sorriso morto. – Mas o que importa agora é você. Apenas você. – e ela olhou para o mapa em cima de minha escrivaninha. – O que está fazendo? –

- Medindo a distância. – dei de ombros.

- Mas sua madrina também mora longe em... – e ela viu a tachinha vermelha que representa Seattle.

- Ela... Ela nem mora em Seattle, só que io também non me lembro do nome da cidade que ela mora, se é que algum dia io soube. Só sei que Seattle é perto de onde ela mora, non sei direito. –

- Tudo bem... Perché tu non descansa e me deixa arrumar suas malas? –

- Só lembre-se, per favore, que o clima lá é bem chuvoso. –

- Non se preocupe. –

Io guardei mio mapa no caderno de sempre e me deitei em mia cama mais uma vez. Em silêncio Lena arrumou minhas malas em total silêncio e volta e meia me encarava para ver se io estava bem. No total foram em torno de três malas, até porque eu ficaria lá em torno de dois anos, isso caso mia madrina não me impedisse de voltar. E mesmo assim, ainda havia ficado muita roupa em meu armário.

A noite após um banho quente, a temperatura estava bem baixa em Siena esse ano, e depois de Lena ter basicamente me obrigado a comer um pouco de uma sopa que ela havia feito, io dormi com ela deitada ao meu lado, mas io non havia conseguido fechar meus olhos a noite toda. Io estava cansada e com dor pelo corpo, mas a dor mental, espiritual e física era muito mais forte e me impedia de dormir. Por mais que havia pedido para Lena ficar aqui comigo, no momento o que io mais queria era poder ficar sozinha e chorar até dormir, sem que alguém ficasse perto falando que tudo ficaria bem, porque io sabia que no fundo, não ficaria bem.

...

Uma semana se passou e logo depois da missa de sétimo dia de mios pais, io voltei para casa, amanhã cedo deixaria Siena a caminho de Seattle. Chegando a casa, pedi um tempo sozinha e Lena, Marcus e Aro me deixaram sozinha um pouco enquanto eu terminava de arrumar minhas coisas. Io levaria uma mochila e uma mala de mão comigo, com alguns itens que não poderiam ir dentro da mala, principalmente para o caso de haver um extravio de bagagens. Na mochila meus documentos, remédios, talas, esparadrapos para o curativo na minha cabeça, notebook, celular e carregador, e um livro para o caso io de non conseguir dormir. E na mala de mão algumas peças de roupas para o caso de uma emergência – io me sujar no avião ou extravio de bagagem -.

Io estava parada de frente a minha parede com inúmeras fotos presas ali e com um pequeno aparador com algumas esculturas. Io sabia que non iria conseguir transformar o quarto na casa de mia madrina igual a esse aqui, mas io poderia no mínimo levar coisas pessoais minhas que pudessem me fazer sentir, nem que fosse 1% em casa.

Deixei o quarto e segui até a sala, onde os três ainda estavam. Aro e Marcus ainda estavam sentados no sofá vendo os últimos transmites para passar meus bens temporariamente para as mãos de mia madrina e Lena no telefone, próxima a janela, e por ela estar irritada, era com Luca, que provavelmente estava fazendo algo de errado na cafeteria. Peguei alguns jornais velhos que ainda estavam em cima da mesinha de centro, eles eram de antes do acidente de meus pais.

- Bella? – Marcus perguntou meio receoso. – O que está fazendo? –

- Niente! – respondi. – Io só quero deixar o quarto na casa de mia madrina mais a minha cara, então resolvi levar alguns objetos do meu quarto para lá. – expliquei empilhando os jornais velhos em meus braços.

- Ah sim... Claro, ótima ideia. Qualquer coisa chame, e per favore, vá dormir cedo que amanhã seu voo vai sair cedo. – io assenti e voltei a subir para o meu quarto.

Io peguei alguns objetos que adornavam o meu quarto, a maioria comprados de algumas viagens que havia feito com mia família e os embrulhei com o jornal, a maioria era de vidro ou porcelana, algo que quebrava com facilidade e o jornal dava uma segurança extra. Io os arrumei nas malas, e os mais especiais e frágeis dentro da minha mala de mão e não havia demorado muito e havia terminado e fechado e prendido o cadeado em minhas malas.

Quando io estava quase acabando Lena subiu para me ajudar e para me chamar para comer algo. Io desci com ela para comer e após subir e tomar um banho, deitei em minha cama para dormir, e devido ao nervoso da viagem, principalmente porque io non queria me mudar, io non havia conseguido dormir a noite inteira.

...

No dia seguinte acordei bem cedo, o sol ainda não havia nascido, mesmo que estivesse nevando, dava para saber que o sol ainda não havia nascido. O aeroporto de Firenze ficava à uma hora e meia de Siena, portanto tínhamos que sair bem cedo de casa. Io tomei um banho e vesti a roupa quentinha que Lena havia separado para mim. Uma calça jeans preta e uma camisa de mangas pretas também e uma jaqueta azul e botas de cano baixo e sem salto.


Desci para tomar café e após eu terminar de me arrumar nós saímos de casa, eu após eu colocar minha touca branca e um casaco mais longo e grosso e de ter guardado o meu par de luvas em meus bolsos. Lena tinha minha mochila no ombro e Marcus e Aro levavam minhas malas para o carro. Io estava levemente dopada porque após o café da manhã io tinha tomado o remédio para dor. Noi quattro entramos no carro e io estava um pouco nervosa por fazer uma viagem longa novamente, mas Lena ia ao banco de trás comigo e apertava gentilmente minha mão de tempos em tempos, para me passar um pouco de calma.

A viagem até Firenze demorou duas horas, meia hora a mais do que normalmente demora, devido a neve Aro dirigia com muito mais cuidado do que necessário, provavelmente temia correr e com isso acabar me assustando ou simplesmente non queria correr o risco de sofrer nenhum acidente, nem mesmo uma única derrapada de leve.

Finalmente noi chegamos ao aeroporto e minhas malas foram enviadas, menos a mochila e a de mão. Minhas luvas haviam sido guardadas dentro de minha mochila e meu casaco pendurado em meus braços, cruzados rente ao meu peito, enquanto minha mala de mão repousava em meus pés. Io viajaria sozinha e mia madrina esperaria por mim no aeroporto de Seattle daqui a 14 horas.

- Bella. – Aro me chamou e io o olhei. – Sua passagem. Seu voo sai às 10h. No horário italiano você chegará a Seattle 24h. A diferença de fuso horário é de 9h. Então, quando você chegar lá, será por volta das 3h da tarde. – explicou e io assenti. – Mas non importa que aqui seja tão tarde, ligue para avisar que chegou. Assim que se pousar e se encontrar com seus padrini você nos liga. –

- E se... Eles non aparecerem? –

- Eles vão, non preoccuparti per questo. Eles vão estar lá. – ele garantiu e io assenti mais uma vez.

- Voo número 549 com destino a Seattle, embarque no portão 8. – a voz soou pelo aeroporto indicando o meu voo.

- Viene qui... – io me aproximei de Aro e ele me abraçou forte, dando um beijo no topo de minha cabeça coberta pela touca de lã. – Você vai ver que esse tempo vai passar voando e que logo você está de volta... – garantiu.

- Lo so. – respondi fungando e lutando contra as lágrimas que molhavam meus olhos e Aro me soltou.

- Principessa... – e io abracei zio Marcus. – Qualquer coisa você pode me ligar, a qualquer hora que eu vou te atender... – e ele também me abraçou forte e logo em seguida me soltou.

- Fragolina... – e io me agarrei a Lena, e já nem tentava segurar mais as lágrimas.

- Non voglio andarmene. – falei chorando e me agarrando a ela.

- Lo so... Io anche non quero que você vá... – e ela me abraçou forte. – Mas me escuta... Ascoltami... Esses due anni vão passar tão rápido que tu nem vai perceber. Credimi... Logo você estará aqui de novo, non te preocupare. Sì? ­– e io assenti fungando e limpando meu nariz e olhos com a manga da jaqueta. – E io irei te ligar todos os dias, você vai passar a me odiar de tanto que vou lhe perturbar... – e io tentei rir, mas non consegui.

O aviso do voo soou novamente. Io me despedi deles e entrei no avião e sentia dentro de mim que non pisaria na Itália ou em Siena tão cedo de novo. A aeromoça me ajudou a colocar minha mala no compartimento a cima da poltrona e io havia preferido ficar com minha mochila em meu colo e coloquei meu cinto e non demorou muito e o avião começou sua decolagem. Io estava bem na janela do avião e fiquei olhando por ela enquanto o via subindo e via minha casa ficando pra trás.

Io só tirei o rosto da janela quando o avião passou a ficar acima das nuvens e eu não podia ver mais nada, além do mar branco de nuvens. A viagem em si foi tranquila. Algumas vezes quando io olhava pela janela conseguia ver vislumbre de terra e na sua maioria de água. Mas conforme íamos nos aproximando de Seattle e nos afastando cada vez mais de Siena eu sentia uma tensão começando a se alastrar pelos meus ossos, subindo lentamente de minhas pernas até a minha cabeça e uma falta de ar começando a aparecer.

- Senhoras e Senhores passageiros, aqui quem fala é o piloto. Já estamos sobrevoando o estado de Washington. Estaremos pousando em uma hora no aeroporto de Seattle. Temperatura 4º. Hora local: 14h. Por favor, acertem seus relógios. –

Mal a voz do piloto sumiu e io olhei pela janela mais uma vez e já conseguia ver um pouco das montanhas do estado. Io sentia meus pés formigando e sentia o formigamento subindo para os meus dedos. Io batia meus pés no chão para tentar fazer o formigamento sumir, mas sem sucesso.

- Moça? – ouvi uma voz vir de longe e quando senti algo tocando em meu ombro io tirei os olhos da janela e vi a aeromoça me encarando assustada. – A senhorita está bem? – perguntou e foi quando eu notei que minhas mãos tremiam freneticamente enquanto náuseas tomavam conta de meu estômago, meu coração batia em um ritmo acelerado, minhas mãos e testa estavam suando bastante. – Senhorita... A senhorita está bem? – ela perguntou novamente e eu ainda batendo o pé no chão engoli em seco e notei certa dificuldade.

- S... Sì... – finalmente consegui responder após engolir o bolo em minha garganta.

Ela não respondeu, apenas falou algo que io non ouvi com outra aeromoça e pegou meu braço, levantando o punho do minha jaqueta e pressionou os dedos em meu punho e começou a olhar seu relógio. A aeromoça ficou assim por cerca de um minuto segurando meu pulso e olhando para o seu relógio até finalmente soltar e se agachar ao meu lado enquanto a outra aeromoça entregou um copo de plástico com água, e ela estendeu para mim.

Io bebi a água devagar e durante o final do voo ela não se afastou de mim, e quando ela precisou se afastar para conferir se todos estavam com o cinto preso, e ela voltou rapidamente para perto de mim e se sentou ao meu lado, prendendo seu cinto e conferindo se io havia prendido o meu também e o avião iniciou o seu pouso.

Io non sabia o motivo, mas a aeromoça me seguiu até a esteira para pegar minhas bagagens, ajudando-me com elas ainda por cima, e me ajudando a coloca-las em cima do carrinho e saiu comigo para onde as pessoas esperavam pelos passageiros. Conforme io via os rostos das pessoas que esperavam pelos seus amigos e parentes, uma sensação de pânico começou a me dominar por completo, minhas mãos tremiam enquanto empurravam o carrinho e caso io non forçasse minhas pernas a andarem, elas ficariam travadas no lugar.

Io buscava na multidão os rostos de mia família, mas non os achava, e isso so aumentava ainda o pânico. E se eles non tivessem vindo? Eles poderiam ter se esquecido que io chegaria hoje... Mas finalmente o alivio tomou conta de meu corpo quando vi uma plaquinha rosa com meu nome escrito em purpurina no meio daquela multidão. Io reconheceria aquela plaquinha em qualquer lugar, io tinha uma igualzinha em casa, só que non tinha o meu nome, e sim o de minha prima...

- Alice... – quando havia me aproximado bastante dela, soltei o carrinho e me agarrei nela. Já tinha quase due anni que io non a via, mas ela continuava a mesma.

- Bee... – ela cantarolou animada me abraçando.

Enquanto ela me abraçava animada, io retribuía chorando. Mia madrina me puxou gentilmente e me abraçou forte, e ao contrário da filha, ela também chorava enquanto me apertava com força contra seu corpo. Io tinha o rosto escondido em seu pescoço e deixava as lágrimas virem livremente.

- Come stai? – ela perguntou tirando meu rosto de seu pescoço e segurando-o gentilmente entre suas mãos e io simplesmente dei de ombros, sinceramente non sabia o que sentia. Com cuidado ela levantou um pouco a minha touca e viu a tala que envolvia a minha cabeça. – Você vai ficar bem agora. Você não está sozinha. – falou em italiano para mim e eu simplesmente assenti concordando, e já me sentindo sozinha.

Madrina Renata era irmã mais nova de minha mãe, due anni de diferença, e ela havia deixado a Itália cerca de quinze, quase dezesseis anos, um pouco antes de Alice nascer. Noi nos juntamos com mais frequência quando eu e Alice éramos crianças, eles sempre iam para lá passar as férias de meio e final de ano. Depois que crescemos, ficou mais difícil nos reunirmos, e do mesmo modo que io tinha due anni que non via Alice, mia madrina e mia mamma anche non se viam a due anni, pelo menos pessoalmente.

- Bella... – padrino me chamou e io me afastei de mia madrina e abracei-o. Padrino Caius non era italiano, era americano do Oregon, caso io non estivesse enganada. – Vai ficar tudo bem agora... – garantiu, mas io non sabia se ele acreditava nisso mesmo.

- Com licença... – e a aeromoça se pronunciou e por momento io tinha até esquecido dela.

- Aconteceu alguma coisa? – padrino perguntou.

- Sou Victoria. Aeromoça desse voo. Eu não tenho certeza, mas eu acho que ela teve o inicio de uma síndrome do pânico durante o voo. – respondeu. – Nós somos treinadas para algumas situações, e eu já me deparei com alguns ataques de síndrome do pânico durante o voo, e se eu não os confundi, ela teve inicio de um... – e io vi minha madrina suspirar.

- Obrigada. Ficaremos de olhos. – ela assentiu e saiu, ela tinha que voltar para o avião.

Alice, ainda animada, enlaçou seu braço ao meu e foi me guiando para fora do aeroporto enquanto mios padrini iam empurrando minhas malas alguns passos atrás. Ela ia falando de como era a escola e os amigos dela e io simplesmente non prestava atenção ao que ela falava. Io non estava com cabeça para ouvir as animações e planos de Alice para comigo. Io estava cansada, exausta, com dor, e com uma pressão enorme na cabeça.

Noi paramos em frente ao carro de mio padrino, enquanto eles guardavam minhas malas, eu colocava meu casaco grosso e as minhas luvas, e me apertava forte contra mim mesma, estava muito frio aqui, mas frio que em Siena e mesmo io estando bem aquecida, io sentia frio, mesmo protegidos pelas botas e minhas mãos pelas luvas, io os sentia tremendo, e a mesma sensação que io sentia no avião voltando com força.

- Temos que ir logo. São 4h de viagem, temos que ir antes que volte a nevar... – fui tirada de meu transe com a voz de mio padrino enquanto o mesmo encarava o céu escuro.

- 4 horas? – perguntei com a voz subindo algumas oitavas. Mia madrina me encarou por alguns segundos.

- Ela não vai conseguir entrar nesse carro... – falou me abraçou forte e foi quando io notei que chorava e tremia, e não era pelo frio.

- Fica ai com ela que eu vou comprar um calmante. Assim que chegarmos a Forks vamos leva-la ao hospital... – padrino Caius disse e voltou para dentro do aeroporto, enquanto eu me agarrava a mia madrina.

- Calmati! Andrà tutto bene! – ela falava baixo enquanto acariciava meus cabelos, pelo menos a parte descoberta pela touca. Olhei em volta atrás de Alice e a vi dentro do carro mexendo no celular.

Um tempo depois mio padrino chegou com uma cartela de comprimido em mãos e uma garrafa de água em mãos. Ele me deu um comprimido e io o engoli com a água. Demorou cerca de cinco minutos até que o mesmo começasse a fazer efeito e io começasse a ficar meio grogue. Com cuidado fui colocada no banco de trás do carro e mios padrini entraram na frente e o carro começou a se mexer. Io non sabia qual havia sido o momento, mas sabia que havia acabado pegando no sono.

...

Quando io acordei de novo, acordei sentindo uma dor latejante em mia cabeça. Io sentia que estava deitada em algo macio e com cuidado me sentei na mesma. Estava em um quarto todo rosa, mio quarto non era assim. Io non reconhecia aquele lugar. Ouvi a maçaneta da porta se mexendo e a mesma logo fora aberta e mia madrina entrou em silêncio no quarto e io me lembrei de tudo. Io havia vindo para a casa de mia madrina nos USA.


- Bom dia... – disse ela sorrindo.

- Que horas são? – perguntei.

- 10h. Você dormiu demais, mas não tem problema, já liguei para Aro e Marcus avisando que você havia chegado bem e eles ficaram de avisar a sua amiga, que eu esqueci o nome. – respondeu. Noi due conversávamos em italiano, sempre era assim quando ela ia nos visitar ou quando uma falava com a outra.

- Que quarto é esse? – perguntei vendo as paredes rosa.

- O de Alice. – e io torci o nariz. Rosa nunca foi minha cor favorita. Pelo menos non ao ponto de dormir em um quarto completamente rosa, e non sabia como alguém conseguia dormir aqui. – O seu ainda estava com um pouco do cheiro de tinta, mas hoje você já pode ir para lá. É só arrumar do jeitinho que gostar e se quiser trocar algum móvel ou cor, vamos aproveitar que seu padrino está em casa. – respondeu.

- Cadê Alice? –

- Saiu com o namorado. –

- Namorado? – perguntei. – Desde quando Alice namora? –

- Vai fazer um ano ou um ano e meio. – deu de ombros. – Agora vamos ao que realmente importa... Você está no mesmo ano que Alice. E consequentemente está na mesma turma que Alice. Ela durante essa semana vai te colocar a par de tudo e qualquer dificuldade você pode procurar qualquer professor que eles te ajudam, eles são ótimos profissionais. – assenti. – Sabe que terá que falar em inglês, não sabe? – assenti de novo. – Ainda é sua segunda língua? – neguei. – Mudou para qual? –

- Francês. Alemão em terceiro e espanhol em quarto. Depois vem o inglês... –

- Sua mãe e sua mania de ser poliglota... – brincou e io senti uma pontada de tristeza em sua voz. – Mas o inglês ainda é bom? – assenti mais uma vez. – Então tudo bem. Qualquer coisa eu, seu padrinho e Alice te ajudamos. Venha, vamos ver o seu quarto... –

Madrina me pegou pela mão e me tirou, graças a Deus, do quarto de Alice, que já estava me dando agonia ficar naquele quarto com cama, parede, móveis, chão e teto tudo rosa. O quarto que agora seria meu ficava de frente para o de Alice e era bem grande e espaçoso, o chão era madeira clara e as paredes cinza claras quase brancas. Tinha uma cama perto da janela, uma cômoda, escrivaninha e mesinha em um canto. Minhas malas já estavam próximas à cama, com minha mochila em cima da mesa. Madrina me deixou sozinha e io resolvi ajeitar o quarto e deixa-lo de um jeito que io me sentia confortável ali.

...

Io estava terminando de ajeitar o que havia trazido comigo pelo quarto e de prender as fotos que também havia trazido na parede, quando madrina entrou no quarto e me chamou para almoçar. Desci e apenas padrino estava ali, nada de Alice, noi almoçamos e logo em seguida, de io ter tomado um banho e me vestido, tomei metade de um calmante e eles me levaram ao hospital, onde o Dr. Harrison me atendeu, e como eu peguei pelo alto que o Dr. Cullen estava de folga hoje.

Ele examinou o ferimento em minha cabeça e fez outro curativo e refez alguns exames e logo em seguida me liberou de volta para casa. Alice só chegou à noite e resolveu vir conversar comigo enquanto io ficava deitada na cama ainda um pouco tonta devido ao calmante que havia tomado à tarde. Ela ficou cinco minutos falando sobre a escola e o resto foi sobre o seu encontro, e io non sabia se havia sido durante a conversa sobre a escola ou durante a conversa sobre o seu encontro, mas io acabei dormindo.

...

O primeiro dia de aula chegou, io acordei e tomei um banho e me vesti. Coloquei uma roupa simples e por cima do casaco de crochê um casaco mais grosso. Tomei café e mesmo estando o dia estando frio, Alice resolveu ir caminhando comigo para a escola, era um trajeto rápido de dez minutos, pelo que soube, principalmente após io ter um pequeno ataque de pânico quando ela abriu a porta de seu porsche amarelo.

As ruas, e toda a cidade, estavam cobertas por uma fina camada de neve, nada que impossibilitava de ir caminhando ou algo do tipo. O caminho era um só como dizia explicava Alice enquanto intercalava sua atenção a mim e aos áudios que mandava em seu Whatsapp, era quase que impossível se perder contanto que você permanecesse na estrada e não tentasse outro caminho, já que a cidade era cercada por florestas densas.

Depois de dez minutos de caminhada noi chegamos a escola e seguimos direto para a secretaria, onde já não bastava o verde do lado de fora, mesmo que ele estivesse coberto por uma camada de neve, tinha mais verde dentro da secretaria, onde atrás do balcão tinha uma senhora de idade com um suéter roxo desbotado e enormes óculos de grau.

- Senhorita Brandon... – ela disse olhando para mia prima quando a mesma parou próxima ao balcão.

- Bom dia senhora Cooper. Essa é a minha prima, Isabella. Ela se mudou recentemente e vai começar a estudar aqui hoje. – respondeu.

- Isabella... – e ela pensou um pouco e pescou um papel em cima do balcão. – Isabella Swan? – assenti. – Ah sim, seja muito bem vinda, espero que goste de Forks. E eu sinto muito pelo que aconteceu... –

- Grazie... – e ela me olhou confusa e Alice me deu uma cotovelada. – Quer dizer... Obrigada... –

- Seus horários e sua caderneta que tem que entregar a todos os professores para que eles assinem e trazer de volta no final da aula... E bom, eu não vou lhe dar o mapa, pois acredito que Alice possa lhe mostrar a escola. –

- Claro senhora Cooper... – e seu celular vibrou mais uma vez. - Tenho que ir o Jasper chegou... – ela pegou os papeis em cima do balcão e saiu me puxando rápido para fora da secretaria para o estacionamento. – Amor... – ela me soltou e io vi tudo começar a girar, e se um garoto non tivesse me segurado io tinha ido para o chão.

- Oi amor. –

- Alice... – o homem que me segurava enquanto tudo girava a chamou.

- O que?... Bee... – e ela se aproximou. – O que houve? –

- Vertigini... – respondi os dois ficaram me segurando por cerca de dois minutos. – Passou... –

- Passou? – perguntou e io assenti. – Ótimo... Pessoal, essa é a minha prima a Bee... Quer dizer, Bella... Bella essa é a Rosalie. – ela apontou uma moça bem bonita, com longos cabelos loiros e olhos azuis. – Esse é o Jasper... – e ele parecia uma versão masculina da moça loira, cabelos loiros até a altura da nuca e olhos azuis. – Esse é o meu namorado e irmão gêmeo de Rosalie... – explicou. – E a montanha de músculos que está te segurando é o Emmett, namorado de Rosalie. – e ela apontou para o garoto ao meu lado, que como Alice havia dito era uma montanha de músculos, e ao mesmo tempo em que ele assustava devido aos músculos, seu rosto infantil dava outra imagem a ele.

- Ciao. – respondi balançando a mão levemente.

- Você é a italiana, não é? – o tal de Jasper perguntou e io assenti e antes que mais alguém pudesse falar algo, o sinal tocou.

- Vamos Bee, aula de trigonometria... – e ela se aproximou do namorado. – Vejo você depois, amor... – e deu um beijo no namorado e com mais cuidado me puxou para a sala de trigonometria.

- Senhorita Brandon... – e o professor a chamou mal entramos na sala e muita gente já estava ali dentro. – Essa, creio eu, seja a sua prima... –

- Sim professor Kyle... Bella Swan... –

- Sou o professor Kevin Kyle... Apresente-se... –

- Perdono... Quer dizer, perdão, mas Alice acabou de fazer isso, non? –

- Não para mim... Para a turma... – explicou e meus olhos se esbugalharam. – Acredito que saiba falar inglês? –

- Não é muito fluente... – Alice explicou.

- Então você traduz, caso seja necessário... – respondeu ele. – Turma... Silencio. – ele mandou. – A aluna nova vai se apresentar... – io encarei Alice e ela assentiu como se me desse força.

- Ci... – e ela apertou discretamente a parte de trás de meu braço. – Oi... Eu sou Isabella Swan, mas prefiro que me chamem de Bella... –

- Alguma pergunta? –

- É de onde? – um garoto loiro perguntou.

- Itália... – respondi.

- Todos falam que o sexo italiano é bom... É verdade? – perguntou de novo e todo mundo riu e antes que eu pudesse falar alguma coisa o professor falou.

- Calem a boca. Não tem a menor graça. – e eles pararam de rir. - Muito bem, senhorita Swan... Você veio que qual parte da Itália? –

- Siena. Toscana. – respondi.

- Estava no primeiro ano mesmo? –

- Sì. Mais ou menos... Na Itália o ensino médio é composto por cinco anos, tecnicamente io estaria indo para o terceiro, mas o terceiro ano de lá seria o equivalente ao primeiro ano daqui. – respondi.

- Muito bem. Pode se sentar... – e Alice me guiou até a mesa que ela sentava sozinha e passou a dividir comigo.

Durante toda a aula io ouvi graçinhas sendo lançada pelo tal de Mike Newton, como Alice havia respondido e pedido para que eu ficasse longe dele. Próximo a hora do intervalo, enquanto Alice ia ao banheiro e io ao meu armário para pegar o remédio que io tinha que tomar na hora do almoço, quando Mike tentou me prensar contra o armário e só me soltou quando Alice chegou junto a Jasper, e me acompanharam para o refeitório.

Ao final do almoço io teria a minha última aula, de biologia e a de educação física, que viria após a de biologia, io estava própria de fazer pelos próximos meses, por ordens médicas, uma coisa que io agradecia aos céus, já que sempre detestei educação física. Emmett resolveu que iria me apresentar a alguém e saiu me puxando na frente. 

- Irmãozinho... – ele gritou entrando na sala comigo correndo.

- O que foi? – e uma voz soou de lá.

- Olha a prima da Alice. – e ele me soltou e tudo voltou a girar.

- EMMETT CULLEN. - Alice gritou entrando na sala. - Não faz isso, cacete, já pedi. Você está bem? – perguntou se postando a minha frente.

- Sì, Alice, sto bene, ho appena avuto le vertigini. – respondi.

- Passou? - Alice perguntou segurando o mio rosto, e io apenas assenti. - Ou sua anta, se você sair puxando a minha prima de novo eu vou te espancar. Já pedi para não fazer isso que ela fica tonta. -

- Desculpa, foi sem querer. -

- Ótimo. Agora ela está melhor. Oi Edward. - Alice disse para o homem que estava parado ao lado Emmett.

- Oi Alice. -

- Deixe-me apresentar a você minha priminha linda. – ela me virou de frente para o tal homem, devagar para a vertigem non voltar e io engolir em seco. Ele era bem bonito, alto e musculoso, não tanto quanto Emmett, mas era musculoso. Cabelos rebeldes e ruivos, enorme olhos verde esmeralda. - Então Edward, está é a minha prima Isabella Swan… - e io encarei Alice. - Quer dizer, é Isabella, mas ela é chata e prefere ser chamada apenas de Bella. - explicou. - E Bee este é o nosso professor de biologia e, ninguém sabe como ainda, irmão de Emmett, talvez ele tenha puxado todo o cérebro da família e não deixou nada para o irmão, Edward Cullen. - apresentou. Espera, ele seria mio... Mio professor?



- Vocabulário.
* Noi – Nós.
* Babbo – Papai.
* Mamma – Mamãe.
* Io – Eu.
* Madrina – Madrinha.
* Due Anni – Dois Anos.
* Principessa – Princesa.
* Zio – Tio.
* Grazie – Obrigada.
* Firenze – Florença.
* Sì – Sim.
* Fragolina – Moranguinho.
* Come stai? – Como você está?
* Mi scusi – Me desculpe.
* Io credo che – eu acredito que...
* Perché – Porque/ porquê/ por que/ por quê.
* Per favore – Por favor.
* Niente – Nada.
* Noi Quattro – Nós quatro.
* Padrini – padrinhos.
* Non preoccuparti per questo – Não se preocupe com isso.
* Viene qui – Vem aqui.
* Non voglio andarmene – Não quero ir embora.
* Lo so – Eu sei.
* Anche – Também.
* Ascoltami – Me escuta.
* Credimi – Acredite em mim.
* Non te preocupare – Não se preocupe.
* Padrino – Padrinho.
* Calmati – Se acalme.
* Andrà tutto bene – Vai ficar tudo bem.
* Noi due – Nós duas.
* Vertigini – Vertigem.
* Ciao – Oi/Tchau.
* Sì, Alice, sto bene, ho appena avuto le vertigini. - Sim, Alice, estou bem, fiquei apenas um pouco tonta.