Capitulo 4: Plug in Baby
Musica: Plug in Baby - Muse
Pov Edward
Tive que acordar mais cedo do que o normal hoje. Tudo porque o carro do Emmett quebrou e vai ficar um tempo no mecânico, amanhã eu vou pro meu apartamento. Desde que vi aquela mulher eu fiquei indo no Starbucks todos os dias, pra tentar vê-la e nada.
Terminei meu banho e me vesti, coloquei minha calça jeans, meu tênis e minha blusa branca, peguei minha jaqueta e sai.
– Anda Edward, estou com pressa. -
– Pega um táxi, Emmett. –
– Pra que vou pagar um táxi se meu irmãozinho pode me levar? - riu.
– Idiota. Vamos logo. - peguei minhas chaves e segui até meu carro. Entrei no banco do motorista e Emmett ao meu lado. - Vamos parar no Starbucks primeiro. - avisei.
– De novo? Você se apaixonou por ela mesmo em... -
– Nada disso. Só que eu preciso saber o nome dela. -
– E eu o da amiga dela. - murmurou, Deus, porque eu contei pra ele. Olhei pra ele quando parei no sinal vermelho. - E nem vem com essa, de "Eu só preciso saber o nome dela" eu vi que depois que você a viu, você não para de tocar violão, eu sei que você anda compondo uma musica. -
– Cala a boca. - voltei a dirigir.
Depois de um tempo, parei no estacionamento perto do Central Park.
– Vamos logo que eu estou com fome. -
– Pensei que você não queria ir ao Starbucks. - falei entrando no Starbucks, sem olhar pra frente, esbarrando em uma pessoa.
– Me desculpe, pelo amor de Deus, me perdoa. - pediu uma mulher quando seu café veio parar em minha blusa. Mas que voz linda era aquela?
Olhei e fui atraído pelos seus olhos azuis, mais que olhos são aqueles, Jesus? Eu não desviava, e não queria desviar, os olhos dos delas e ela também não desvia dos meus.
– Edward, vamos entrar logo que eu estou com fome. - falou Emmett, me dando um tapa no ombro.
– Entra Emmett, e me bate de novo que eu quebro sua cara. - ameacei-o.
– Eu até entraria, mais vocês dois estão tampando a passagem. - disse rindo.
– Oh, me desculpe. - ela se desculpou novamente e saiu da porta.
– Me desculpe pelo meu irmão, ele não tem educação. Espera você não é aquela garota que eu encontrei a uma semana, nesse mesmo Starbucks, com mais duas pessoas? -
– Não se preocupe. Sim sou. E me perdoe pela sua blusa. - ela desviou os olhos dos meus e olhou pra minha blusa. - Meu Deus, está pior do que eu achei que estava. Er... Meu nome é Isabella, mas pode me chamar de Bella, Bella Swan. - se apresentou estendendo a mão.
– Não liga pra ela, eu compro outra, não se preocupa. Sou Edward, Edward Cullen. - disse, pegando sua mão e dando um beijo na mesma.
– Prazer. - falou tirando a sua mão da minha, infelizmente. - Espera... Edward Cullen? O Cantor? - perguntou.
– Exatamente, conhece minhas musicas? -
– Bom... Conheço não... Quer dizer, conheço uma, 93 Million Miles, a verdade é que eu já conhecia mais não sabia que era sua. Então, é bem provável que eu deva conhecer outras sem saber que são suas... A pura verdade é que quem gosta das suas musicas é meu primo Jasper, mas não peça pra ele cantar, porque digamos que ele é um péssimo cantor. - ela falou tudo de uma vez só.
– Você é sempre assim... ?- comecei.
– Chata? Faladeira? - chutou ela. Deus como ela pode se achar chata ou faladeira? Impossível.
– ... Sincera? - terminei rindo.
– Sim, sou. - ela começou a rir, e céus, que risada gostosa é aquela?
– Edward esta aqui seu café. - Emmett voltou.
– Emmett, primeiro se cumprimenta. Finja pelo menos que Dona Esme lhe deu educação. -
Emmett a olhou de cima a baixo, o que é claro, me irritou.
– Fiu fiu... Irmãozinho ela é gostosa mesmo em... Bem que você disse em... -
– Como é? - perguntou. Meu Deus, meu irmão é uma besta.
– É que o Edinho aqui. - apontou pra mim. - Disse que encontrou você aqui semana passada com duas pessoas, e ele disse que você é gostosa, e tenho que concordar, você é gostosa pra caralho. Mas vem cá... Quem é aquela loura que estava com você? É solteira? Me apresenta? - mandou tudo de uma vez só.
– Érr. Obrigada!? - ela agradeceu meio que perguntando. - E ela é minha prima Rose, ela ate trabalha comigo. - ela olhou pro relógio. - Puta que pariu, se eu não chegar à empresa em quinze minutos a Rose me mata. -
– Espera, deixa eu comprar outro café pra você. - avisei e entrei no Starbucks indo pra fila, pra comprar um café pra ela.
Olhei pela janela e vi os dois rindo.
– O que vocês estão fazendo? - perguntei chegando e entregado um copo de café pra Bella.
– Obrigada. - agradeceu.
– Eu estou tentando descobrir o que ela é não faz moda, não é fotografa, nem modelo, nem nutricionista, me ajuda ai irmão. - pediu meu irmão fazendo biquinho.
– Deixa eu ver... Medica? -
– Não, como eu sei que vocês nunca vão acertar... Sou Arqueóloga! - disse e nós começamos a rir - Qual é a graça? -
– Isso é serio? - perguntei.
– É... Tenho até uma empresa. - explicou.
– Ahhh, você é arqueóloga, maninho ela é arqueóloga. - gritou Emmett pulando.
– I dai? -
– Você já acordou alguma múmia? Já foi no Egito? - disparou.
– Mas que merda, porque sempre que eu digo que sou Arqueóloga todo mundo acha que eu vou acordar alguma múmia? Maldita trilogia da Múmia. - explodiu e eu me segurei pra não rir. - Bom deixa eu ir, estou super atrasada. -
– Eu te acompanho. -
– Não precisa Edward. -
– Vamos logo. - disse e sai andando - É pra onde?- perguntei parando no meio do caminho. Ela apontou pra trás de mim. - Vamos. - voltei e passei o braço sobre os ombros da Bella e começamos a caminhas.
Em vinte minutos estávamos parados na frente da tal empresa.
– É aqui, obrigada por me acompanharem. - agradeceu.
– Bella, me passa seu... - comecei a pedir seu numero quando um garoto alto, louro, um pouco forte chegou gritando vindo à nossa direção.
– Isabella Marie Swan, onde você estava? Eu estava desesperando atrás de você, já estava quase ligando pra policia, pra CIA, pra SWAT e pras todas essas outras siglas. -
– Um minuto. - ela se virou. - Primeiro não exagera. Segundo, não grita. Terceiro, ia ligar pra quem? -
– Esquece Bella, só porque seu pai é dono daqui você acha que pode chegar a hora que quer? -
– Acho não, tenho certeza. E por falar em meu pai ele ligou? -
– Não, não ligou. - ela estava virando de volta pra mim. - Ele esta sentado na sua sala desesperando querendo saber de você. -
– O que? - ela se virou rapidamente pro primo.
– Seu pai, está na sua sala, atrás de você. -
– Merda. Me da cinco minutos e eu subo. - disse e ele foi embora. - O que você ia dizer Edward?- perguntou virando pra mim de novo.
– Eu ia pedir seu numero. - disse passando a mão pelo cabelo e dei um sorriso torto.
Depois de termos trocado o numero do telefone e Bella ter entrado na empresa, levei o Emmett pro seu consultório e voltei pra casa.
– Já voltou meu filho? - perguntou minha mãe, saindo da cozinha secando as mãos com um pano de prato. - O que aconteceu com a sua blusa? - questionou dona Esme esbugalhando os olhos.
– Sofri um acidente no Starbucks. Esbarrei em uma mulher e o café dela veio parar na minha blusa. Só isso. Vou me trocar. - me expliquei e fui até as escadas e segui pro meu quarto.
Arranquei minhas roupas e fui tomar um banho. Já sabia o nome dela e onde ela trabalhava, ou melhor, dizendo, onde ela será a próxima dona.
Sai do banheiro me enrolando na toalha, fui pro quarto e meu celular começou a tocar. Olhei a tela Marcus Volturi.
– Fala Marcus. - atendi, colocando o telefone no ouvido.
– Edward, como vai? Queria saber sobre a nova musica. Já tem nome? Já sabe quando vai poder mandar pra nós? Quando vamos grava-la? - revirei os olhos com tantas perguntas.
– Logo Marcus, ela ainda não está pronta. - revirei novamente os olhos.
– Tudo bem... Bom, tenho outras coisas pra resolver. Tchau. -
– Okay, tchau. - desliguei. - Ah, se você soubesse que eu nem comecei ainda. - falei olhando para o telefone desligado.
Larguei meu celular na cama e fui para o closet. Vesti uma cueca e uma calça jeans escura, estava escolhendo uma blusa quando meu celular voltar a tocar. Sabe-se lá, porque, mas uma fagulha se acendeu dentro de mim, por pensar que seria a Bella. Corri para o telefone.
– Alo. - atendi, respirando fundo e ouvi uma risada do outro lado. Emmett. - O que quer Emmett? -
– Não acredito que você pensou que fosse a Bella. -
– Eu não pensei em nada. - me defendi.
– Claro que não. Imagina. Não ouvi você respirar fundo não né? Tenho certeza que você correu pra atender ao telefone porque pensou que fosse a Bella. - Emmett ria feito uma hiena.
– O que você quer Emmett? - perguntei mudando de assunto.
– Na hora do almoço, vamos à empresa da Bella? -
– Pra que? -
– Chama-la pra almoçar. Conhecer a empresa, ver uma múmia... -
– Ver a prima dela. - terminei por ele.
– Isso também. Vamos? - parei e pensei por dois segundos.
– Vamos. - Marquei o horário com ele e terminei de vestir. Pus uma blusa preta, por precaução. Calcei meus tênis, peguei minhas chaves e desci.
– Mãe, vou almoçar com o Emmett. -
– Okay. - gritou ela da cozinha. Fui pra garagem, entrei no meu bebê, vulgo, Volvo, e dirigi, pela segunda vez, ao consultório do Emmett.
Parei o carro e entrei no prédio, peguei o elevador pro quarto andar.
– Bom... - olhei pro relógio 12:30h. - Boa tarde Jéssica. - cumprimentei a secretária do Emmett.
– Boa tarde, Edward. - disse, se curvando na mesa, deixando seus seios um pouco a mostra.
– Cadê Emmett? - perguntei.
– Finalmente Edward, estou com fome. - falou Emmett saindo de sua sala.
– Vamos logo buraco sem fundo. - olhei pro Emmett que me olhava confuso. Bufei e segui para o elevador. - Sua secretária é muito oferecida. -
– Eu sei, já disse pra ela parar, mais não para. To procurando outra. - disse quando entramos no carro. Dirigi e parei no estacionamento perto do Central Park e fomos andando o resto do caminho. Chegamos à empresa Swan's e entramos na recepção. Estava tocando, como se fosse uma musica de fundo, uma estação radio qualquer.
– E agora, iremos tocar uma musica que muitos pediram. Plug in Baby. - o locutor disse e minha musica começou a tocar.

"I've exposed your lies, baby
(Eu expus suas mentiras, querida)
The underneath is no big surprise
(O que tem por baixo não é grande surpresa)
Now it's time for changing
(Agora é tempo de mudar)
And cleansing everything
(E purificar tudo)
To forget your love
(Para esquecer seu amor)"
– Boa tarde. Gostaria de falar com a senhorita Swan. Onde posso acha-la? - perguntei a recepcionista.
– Boa tarde. Um minuto, vou ver onde ela está. - avisou pegando o telefone.
"My plug in baby
(Minha amante eletronica)
Crucifies my enemies
(Crucifica meus inimigos)
When I'm tired of giving
(Quando eu estou cansado de desistir)
My plug in baby
(Minha amante eletronica)
In unbroken virgin realities
(Em inquebráveis realidades virgens)
Is tired of living
(Está cansada de viver)"
Olhei em volta, aquela recepção parecia mais um museu. Havia vários quadros, pinturas, estatuetas, papéis e etc. Tudo protegido por vidro e havia vários seguranças rondando por ali.
– Senhor? - me virei pra recepcionista. - A secretaria dela disse que ela está na sala do pai, mas você pode se dirigir ao quinto andar. -
"Don't confuse
(não confunda)
Baby you're gonna lose
(Querida, você vai perder)
Your own game
(Seu próprio jogo)
Change me
(Me mude)
Replace the envying
(Substitua a inveja)
To forget you love
(Para esquecer seu amor)"
– Okay, obrigado. - me virei pro meu irmão. - Vamos? -
– Vai você, eu espero aqui. - assenti e fui para o elevador. Entrei e apertei o botão pro quinto. Sai do elevador e me deparei com dois corredores. Segui o do meio e encontrei uma mesa de madeira preta com uma mulher atrás. Segui o caminho cantarolando o refrão.
"My plug in baby
(Minha amante eletrônica)
Crucifies my enemies
(Crucifica meus inimigos)
When I'm tired of giving
(Quando eu estou cansado de desistir)
My plug in baby
(Minha amante eletrônica)
In unbroken virgin realities
(Em inquebráveis realidades virgens)
Is tired of living
(Está cansada de viver)"
– Com licença. É aqui a sala da Bella? - ela levantou os olhos parando de cantarolar a mesma musica que tocava na radio.
"And I've seen your loving
(E eu tenho visto seu amor)
But mine is gone
(Mas o meu se foi)
And I've been in trouble
(E estive encrencado)"
– Sim senhor... Oh meu... Você é aquele cantor! - ela perguntou quando a musica acabou.
– Sim, sou, eu quero fazer uma surpresa, será que eu podia entrar e você não dizer que sou eu? - perguntei.
– Claro por aqui. - Ela me levou na direção de duas portas, que se encontravam fechadas. Ela abriu e eu entrei. - Fique a vontade. - disse fechando a porta. Olhei o escritório, era enorme.
A minha frente havia uma mesa de vidro, com um vaso de flores brancas em um das pontas, alguns livros e revistas em cima da mesa, e dois portas retratos na ponta esquerda, e um telefone. Havia duas poltronas cinzas, em frente à mesa, e ao lado de uma das poltronas, tinha um carrinho encostado na parede, com algumas xícaras e alguns copos, e na parte debaixo algumas garrafas verdes de água. Atrás da mesa, havia uma poltrona clara, com a bolsa da Bella jogada em cima e seu casaco pendurado nas costas.
Perto da enorme janela, tinha outra mesa com alguns livros de história e etc. Ao lado da poltrona onde estava sua bolsa, tinha mais uma mesinha com outro vaso de flores.
Na parede, tinham vários quadros, fotos dela, com a família, o que parece, e uma com um gato. E tinha um espelho também. Olhei pra esquerda, no centro, havia um tapete claro enfeitando o chão, com uma mesinha de centro de vidro, com vários papéis. Em cada ponta do tapete tinha duas poltronas. Encostado na parede havia um sofá de três lugares e um pouco acima do sofá dois quadros. Pendurado no teto havia dois lustres, um em cima da mesinha de centro e outro da mesa em frente à porta. Entre o sofá e a parede que ligava a porta tinha uma mesinha de canto com um telefone e um vaso de flores. Na parede que ligava a porta, havia uma enorme estante, cheia de livros, com uma porta retrato e outro vaso de flores. Na outra ponta do sofá tinha uma porta o que deduzi que fosse o banheiro.
Sentei no sofá e peguei uma folha de papel e dei uma olhada, não entendi o que estava escrito e o coloquei onde havia encontrado. As paredes do escritório eram claras, tudo ali era claro, não era assim que eu imaginava um escritório de arqueologia.
– Ângela, vou almoçar com o Jasper. - ouvi Bella avisar a secretária.
– Senhorita tem visita. -
– Quem é? O que houve? -
– Disse que é surpresa. E eu não sei fiz certo. -
– Tudo bem. - ouvi a porta ser aberta e vi Bella entrar na sala e dar de ombros. Ela seguiu até sua mesa e se debruçou sobre a mesma pra poder pegar sua bolsa. Quando ela fez isso, seu short ficou meio justo e me deu uma bela visão de sua bunda.
– Se controla Edward.– pensei. Ela pegou algo em sua bolsa e se virou, por fim, me vendo.
– Oi! - falei.
– Oi! O que tá fazendo aqui? -
– Vim te chamar pra almoçar. Emmett, infelizmente, está lá embaixo nós esperando. -
– Por quê? Eu estrago sua blusa e você ainda quer me levar pra almoçar? - Oh mulher teimosa.
– Estou de preto, não corro risco de me sujar de novo e já disse que a culpa não é sua. E eu quero te conhecer melhor... Sei lá... -
– Posso escolher aonde vamos? - sorri.
– Claro que pode. - Ela pegou seu cardigã, me apresei em me levantar e a ajudei a colocar o casaco.
– Obrigada. - Passei meu braço pelo dela e a guiei pra fora de sala. - Ângela, estou indo almoçar. -
– Senhorita. - ela colocou o telefone no gancho.
– A sua prima, mandou à senhora descer imediatamente. -
– Merda. Ta bom. - ela me puxou pelo braço na direção do elevador.
– Será que dá pra parar no térreo e buscar o Emmett, antes que ele faça merda? - ela assentiu e apertou o botão do térreo.
– O que aquela louca aprontou agora? - perguntou fazendo voz de choro e me abraçando, passei os braços em volta de sua cintura e senti-a arfar.
– Mas já estão assim? - ouvi a voz de Emmett e percebi que as portas já tinham se aberto.
– Cala a boca e entra. - falei e ele entrou.
Bella se afastou de mim e apertou um botão com a letra "L". Em poucos instantes o elevador abriu revelando um ambiente meio perturbador, o lugar tinha uma luz branca, mas suas paredes eram escuras, no canto direito tinham alguns armários, tinha umas mesas com ferramentas estranhas e até uma mangueira tinham ali.
– Medo. - disse Emmett, infelizmente eu concordava com ele.
– Rose? - chamou Bella.
– To indo. - de uma porta perto dos armários saiu uma loura, a mesma que estava com a Bella há uma semana no Starbucks. Olhei pra ela, Rose usava uma calça jeans escura, uma blusa rosa amarrada em uma das pontas, usava um cardigã branco, usava saltos altos cor de rosas com finas tiras pretas no peito do pé, seu longo cabelo louro estava solto e enrolando, seus olhos estavam levemente destacados e em seus lábios um batom vermelho. Usava apenas um relógio, um colar e um par de brincos pequenos. Olhei pro Emmett e ele só faltava babar.
– O que você quer? -
– Governador Egípcio ligou. Perguntou o que tinha no baú e Jasper disse o que tinha e ele afirmou que não iria querer o que tem. -
– Mas ele nem sabe o que tem na carta, ou que contas são aquelas e ainda tem aquele colar. -
– Não interessa, não querem. - a loura deu de ombros.
– Me chamou apenas por isso? - perguntou Bella cruzando os braços.
– Não... Te chamei pra lembrar da festa do final da primavera no Central Park. - Só faltava Rose pular de tanta animação, Bella apenas bufou pra cena. - O que foi? - (n/a: meninas, eu não sei se existe realmente essa festa, eu achei que seria legal e coloquei. )
– Isso é só semana que vem. -
– Ahhh, tá bom chata. Vamos almoçar então. -
– O Edward me chamou pra almoçar. -
– Mas você pode vir junto. - disse Emmett saindo do transe. A olhando de cima a baixo.
– Aonde vamos? - Rose também olhou pra ele e mordeu os lábios. Fazendo com que Bella revirasse os olhos.
– Bella ficou de dizer. - falei pela primeira vez. Rose olhou pra Bella.
– Escolhe Rose. Mas nada de Comida Tailandesa. -
– Claro. Comida Tailandesa é afrodisíaca... Se é que você me entende priminha. - ela riu. Eu fui o único que não entendeu? Olhei pro Emmett e ele estava com aquela cara de tapado. Não, eu não fui o único.
– Escolhe logo Rose e cala a boca. - falou Bella indo até uma das mesas e checando algo.
– Ainda não traduziu isso priminha? Seu egípcio antigo esta ficando ruim em... - Bella olhou feio pra Rose. - Okay... Que tal o restaurante de Comida Chinesa? - Todos nós concordamos.
Fomos pro tal restaurante e comemos conversando, eu e Bella, Emmett e Rose. Emmett logo se apressou em chamar Rose pra sair, e decidiram que seria depois da festa de fim de primavera nó próximo final de semana. E eu e Bella conversamos sobre nós.
Depois do almoço Rose e Emmett voltaram pra empresa. Rose queria amostrar uma múmia pro Emmett, que é claro, ficou feliz... Já Bella e eu fomos dar uma volta pelo Central Park. O bom de morar aqui em N.Y. e fazer sucesso aqui, é que era muito raro ter aquelas fãs enlouquecidas em cima de você, eu podia andar tranquilamente por ai, sendo parado poucas vezes pra dar alguns autógrafos. A pior parte eram os paparazzi, mais nem tudo nessa vida é perfeito.
Estávamos andando pelo Central Park de braços dados, Bella estava com a cabeça encostada em meus ombros, quem visse por fora, achavam que nós éramos um casal de namorados, mais a verdade é que nós apenas nos conhecemos a uma semana, mais mesmo assim, eu gostava da Bella, não sabia se era amor ou que... Mas gostava da Bella.
O Central Park estava lindo, cheio de flores, típico da primavera aqui em N.Y. não era tão calor e nem frio, era o clima ideal. Nós estávamos conversando sobre nossos piores micos, o bom de falar com a Bella é que eu sabia que ela não ia contar nada disso pra ninguém, bom com exceção de Rose, sabe, papos de mulheres.
– Nada haver Bella, nada se compara ao que aconteceu nos meus 10 anos. - falei rindo. - Tipo, minha família tem uma casa em Forks, conhece? - ela assentiu. - Então, as paredes eram de vidro, todas, e minha mãe é maníaca por limpeza. Era meu aniversario e Emmett estava correndo atrás de mim com uma caixa de ovos em mãos, pronto pra tacar em mim, e eu comecei a correr pela casa, ai eu não vi que a porta estava fechada e dei de cara na porta de vidro. - falei e ela não conseguia parar de gargalhar. Eu podia ficar ali o dia inteiro contando meus piores micos, só pra fazê-la rir. - E pra piorar Emmett me acertou com três ovos. Quando eu consegui fugir da saraivada de ovos eu corri para o quintal, só que o caminho estava com um pouco de gelo, ou seja, escorregadio, bom eu comecei a correr, escorreguei e cai na piscina que estava enchendo. Estava um pouco abaixo da metade. Pra finalizar, eu passei o resto do meu aniversário em um hospital com a perna quebrada. - Bella estava quase chorando de tanto rir.
– Esse ai foi bom... Mas o meu foi pior... - ela disse passando a mão sob os olhos pra limpar as lagrimas que saíram que tanto ela rir. - Espera um pouco, deixa eu me acalmar, meu estomago está doendo de tanto rir. Ainda bem que estou vazia senão já teria me molhado. - Ela disse e de repente me olhou. - Eu disse essa ultima frase em voz alta? - assenti e comecei a rir. - Fingi que não ouviu. - A levei até um banquinho que tinha ali perto do lago, ela respirou fundo algumas vezes. - Bom, comigo foi o seguinte, eu tinha 14 anos, e às vezes eu ia ajudar meu pai aqui na empresa, ele ia me buscar na escola e bom... Estava saindo da escola e vi um carro idêntico ao do meu pai, daí, sem pensar duas vezes, entrei no carro. Não tinha ninguém dentro a não ser um cachorrinho super parecido com o meu. Na hora eu agarrei-o e comecei a pular no carro de alegria. O dono do carro abriu a porta e disse bravo: ‘Ei garota, o que está fazendo no meu carro?’. Eu ainda briguei com ele dizendo que aquele era o carro do meu pai, daí, quando olhei pra trás, vi a escola inteira rindo de mim, principalmente o meu pai! - ela contou e eu comecei a rir. - E teve também uma vez que eu tinha uns 16 pra 17 anos e estava saindo com um carinha que eu estava meio que ficando mas não foi pra frente. - ela disse e eu revirei os olhos. - e bom à gente estava passeando pelo jardim da casa dos meus pais, sabe só para conversar. Como havia chovido naquele dia, a grama do quintal estava cheia de lama e eu escorreguei e levei o maior tombo. E o cara não sabia se me ajudava a levantar ou se continuava rindo da minha cara. - ela falou e não conseguia parar de rir. - Viu o meu foi pior que o seu. -
– Sim, os seus superaram minha cara no vidro. - estávamos rindo quando o telefone dela começou a tocar.
– Um minuto deve ser meu pai. - ela pegou o telefone. - É a Rose. - ela atendeu. - Oi Rose. - Bella se afastou de mim e arregalou os olhos. - O que você disse? O que esse desgraçado está fazendo ai? Tá estou indo pra ai. - ela desligou o telefone e levantou rápido. Levantei junto.
– O que houve? - perguntei.
– O babaca do meu ex está lá, e se meu pai ver vai dar problemas, é melhor eu ir logo ver o que ele quer e manda-lo embora. - ela falou e eu assenti. Acompanhei-a até a empresa.
Em dez minutos estávamos entrando na recepção, onde Rose, o tal de Jasper e Emmett estavam, e perto deles um cara moreno, meio alto. Rose olhou em nossa direção e veio correndo.
– Finalmente você chegou Bella. Seu pai está lá em cima e a Ângela o está segurando pra ele não descer e ver o Tyler. -
– Bella. - o tal de Tyler gritou. - Finalmente você chegou meu amor. - senti raiva com essa de "meu amor" Bella calmamente se aproximou dele.
– Pensei que meu pai tivesse proibido a entrada de animais na empresa. - Bella disse olhando pro Tyler com raiva. Emmett e os primos da Bella, eu e até a própria recepcionista, se seguraram pra não acabar rindo. - O que você quer Tyler? -
– O que eu quero? Você de volta. - ele disse e puxou a Bella pela cintura e lhe beijou. Me segurei para não arrebentar aquela cara e pelo visto Jasper também.
Bella se soltou dele e lhe deu um belo tapa na cara. Que provavelmente ia ficar vermelho.
– Nunca mais pense em me beijar a força seu idiota. Quem você pensa que eu sou? Algumas daquelas vadias com quem você sai? - ela gritou e foi para o elevador.
– Senhorita. - chamou-a recepcionista.
– O que é Paula? - Bella se virou esperando o elevador descer.
– É que este senhor trouxe este buque de flores. - pegou o buque em cima da bancada e amostrou a ela. Olhei pro Tyler e ele passava a mão pela bochecha onde Bella havia batido. Olhei pra Bella.
– Joga no lixo. - gritou entrando no elevador.


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