Ilha da Dragonstone – Continente de Andrômeda –108 Depois da Conquista.
Pov. Edward.
Quase três semanas depois de termos deixado Adhara, nós acabamos tendo que parar em Sunspear, para reabastecer o navio. Em três semanas nós não tínhamos acabado com a dispensa do navio, mas depois de Sunspear, o porto mais perto que tinha era o da cidade de Walano, justamente a cidade nas Ilhas de Verão para onde iriamos. Seria um pouco mais de um mês cruzando o mar de Verão, que separava o sul do continente de Andrômeda das Ilhas de Verão, e para não correr nenhum risco de ficarmos sem suprimentos durante a viagem, a única opção que teríamos seria aportar em Sunspear.
Enquanto o navio era abastecido no porto, e sabendo que iria demorar um pouco, resolvi levar Bella até o mercado, apenas para andar um pouco sobre um lugar que não mexeria debaixo de seus pés. Como Tessarion passava a maior parte sobrevoando o navio, ela havia crescido alguns sentimentos durante essas quase quatro semanas que ela estava fora do fosso, mas não havia crescido ainda um tamanho significativo para que ficasse grande demais ou pesada demais para ser carregada, e como se soubesse disso, Tessarion se recusava a deixar os ombros de Bella enquanto estávamos pelo comércio, e eu não sabia se era melhor ou pior ter um dragão nos ombros do dono, no caso da dona, ou voando, já que ás vezes eu via pequenos vislumbres de Caraxes voando no céu nublado, de onde caia uma pequena garoa.
Bella, com Tessarion quase que escondida completamente sobre os seus cabelos soltos, andava a alguns passos a minha frente, explorando as barracas do comércio, que eram completamente diferentes do comércio de Adhara. Por ficar mais ao sul, uma terra que não tinha vestígios do inverno há mais anos do que eu tenho de vida, a região era mais quente. Desde que meu antepassado, Henry, havia chegado na ilha com as duas irmãs/esposas, que a minha família tentou conquistar Apus, e mesmo após quatro incursões, todas falharam miseravelmente, e agora vivíamos em “paz”, eles continuavam como uma região independente, e já ocorreram algumas ocasiões que os príncipes e princesas de Apus foram até Adhara para alguma comemoração.
Bella, que estava acostumada a Adhara, e tinha algumas pequenas lembranças de Oldtown, estava sobressaltada com o que ela encontrava ali. Por estar mais “perto” das Ilhas de Verão, a península de Apus era um grande exportador dos produtos das ilhas, desde comida, tecidos, joias e algumas especiarias, algumas que não eram encontradas em nenhuma outra região de Andrômeda. Enquanto eu via um vendedor mostrando um tecido para Bella, a alguns passos a minha frente, eu notei uma movimentação pelo canto dos olhos, não era uma movimentação normal das pessoas que andavam pelo comércio, eram guardas, que também não estavam em suas rondas normais. Provavelmente já haviam chegado até os príncipes que tinha um dragão sobrevoando a ilha, ou então que tinham me visto andando pelo mercado.
- Dá última vez que vocês tentaram nos invadir foi um pouco mais eficiente e menos discreto... – eu ouvi a voz do príncipe da região de Apus vindo de trás de mim.
- Eu não vim invadir ninguém! – avisei, me virando de frente para ele. – Nem armado eu estou! – eu abri os braços para que ele pudesse ver que a irmã sombria não estava em minha cintura, já que eu evitava o máximo possível andar armado perto de Isabella, por medo de, acidentalmente, acabar machucando-a.
- Então o que faz aqui? – perguntou quando eu me virei de frente para Bella, que ainda estava na barraca, e ele se aproximou de mim, parando ao meu lado.
- O meu navio precisou aportar para reabastecer antes de seguir viagem para as Ilhas. – expliquei.
- Tem anos que você não vai para as Ilhas. – apontou. Ele sabia muito bem disso, pois da última vez que fui, há mais de dez anos, um pouco antes da morte do meu avô, eu havia atracado aqui tanto na ida quanto na volta, justamente por ser o último porto antes das Ilhas.
- Minha esposa quer ir. – ele me olhou confuso.
- Esposa? A última notícia que eu tive foi que Nettie morreu, e já tem uns anos. –
- Não me lembre de Nettie! – pedi simplesmente.
- Então qual esposa? – eu apenas mexi com a cabeça para a frente, onde Bella estava. – É a filha do Hightower? – perguntou surpreso e eu apenas balancei a cabeça assentindo. – Como conseguiu que ele permitisse? –
- Ele não permitiu! – eu senti os seus olhos queimando em mim.
- O que você fez? –
- Pedi ela em casamento, e ela aceitou! Fugiu comigo para Dragonstone e quando o pai foi buscar, se recusou a ir. Ele meio que a deserdou... De boca apenas! – dei de ombros.
- Por isso estão deixando Andrômeda? –
- Não. É porque ela quer realmente deixar Andrômeda! –
- E desde quando você faz o que uma mulher quer? – questionou e ele parou um pouco, provavelmente pensando. – Essa é a mulher que você falou comigo há anos que estava de olho? – eu apenas assenti. Eu lembrava que tinha comentado com ele da última vez que ele tinha ido até Andrômeda, para a coroação de meu irmão. – Desgraçado, você sempre consegue o que quer! – brincou rindo e empurrando-me pelo braço, que me fez rir, e Bella se virou de frente para mim. – Aquilo é um dragão? – perguntou vendo a cabeça de Tessarion, aparecer sobre os cabelos de Bella.
- Presente da princesa Rosalie. – disse simplesmente, dando de ombros. – Nem me pergunte como o dragão se ligou tão fácil a ela, porque ninguém sabe! – respondi enquanto Bella se aproximou de nós. – Oi. –
- Oi. – tomando cuidado com Tessarion, eu levei a minha mão até a sua bochecha e dei um beijo em seus lábios.
– Deixa eu te apresentar... Esse é o príncipe Dimitri Volturi de Apus. – apresentei, passando o braço pela sua cintura. – Dimitri, essa é a minha maravilhosa esposa, Isabella. –
- É um prazer, alteza. – falou ela quando eu abracei a sua cintura, apoiando o meu queixo em seu ombro, do lado oposto onde estava a cabeça de Tessarion.
- O prazer é meu! – ele voltou a falar comigo. – Vão ficar em Sunspear por mais quantos dias? –
- Dias? – perguntei. – Se Bella quiser, vamos embora assim que o navio estiver abastecido! –
- Ah... Passem pelo menos a noite na cidade! Tem tanto tempo em que não nos vemos! –
- Achei que o principado não se dava bem com o resto do continente! – Bella comentou confusa.
- E não se dá! – respondi.
- Parem de tentar roubar o principado que passamos a nos dar bem! – Dimitri ironizou.
- Eu não tenho nada haver com isso! –
- Mas... – Bella continuava confusa.
- A primeira e única vez que o principado se uniu ao resto do continente foi na primeira guerra contra a Triarquia há uns dez anos, e Dimitri e eu dividimos o mesmo batalhão! – expliquei.
- Ah! –
- Então... O que me diz? Ficam pelo menos essa noite? Consigo convencer o príncipe Aro a separar um quarto para dormirem em uma cama que não balança, antes de passar mais de um mês presos em um barco. – eu tirei o queixo do ombro de Bella, a olhando.
- O amigo é seu, não sou eu quem tem que decidir! –
- Tudo bem. Eu sei que não me deixaras em paz, caso eu me recuse. –
- Ótimo! Tenho que ir agora ao castelo para avisar de que não tem ninguém tentando nos invadir de novo... – ironizou. – Nos vemos quando o sol se pôr. – eu apenas assenti. – Lembra como chegar ao castelo? –
- Lembro. Não se preocupe! –
- Tudo bem. Nos vemos a noite! – ele se virou a Isabella. – Com licença, lady Isabella. – Dimitri partiu, nos deixando sozinhos, e eu notei que os guardas, que estavam de olho em nós, também se afastaram.
- Está tudo bem? – ela perguntou se virando de frente para mim.
- Bom. De certa forma eu pensei que isso fosse acontecer! Eu sabia que teríamos que parar em Sunspear, e que com isso os guardas iriam ficar de olho em mim! – dei de ombros. – Não se preocupe. Amanhã de manhã nós vamos! –
- Eu não vou reclamar, porque eu realmente sinto falta de dormir em uma cama que não balança! – comentou e eu balancei a cabeça rindo. – Na verdade, eu sinto falta de fazer tudo em um lugar que não balança! –
- Se quiser desistir de... – ela ficou na ponta dos pés e deu um beijo em meus lábios, me calando.
- Não. Eu não quero desistir de ir para as Ilhas! Mesmo se tivesse que ficar um ano dentro de um navio! – eu rocei o meu nariz ao dela, antes de beijar-lhe os lábios.
- Gostou de alguma coisa do mercado? –
- De muita coisa, por que a pergunta? –
- Quer alguma coisa? – ela negou. – Certeza? –
- Na verdade... Eu... Eu quero uma coisa! Mas não será necessário comprar nada! –
- O que quer? – ela abriu a boca, mas a sua voz não saiu, e eu vi as suas bochechas ficando completamente vermelhas, e eu havia entendido o que ela queria. Levei a minha boca até o seu ouvido. – Quer que eu foda você? – perguntei em um fio de voz em seu ouvido, e ela apenas balançou a cabeça confirmando. – Quer? – insisti.
- Quero! – respondeu e eu abracei a sua cintura com um pouco mais de força, enquanto a prendia contra o meu corpo.
Nós voltamos para o navio, que continuava a ser abastecido, e direito para a nossa cabine, onde mal a porta foi trancada e eu já tinha a minha boca contra a dela, enquanto levava as minhas mãos até as amarras de seu vestido. Desde a nossa segunda vez, ainda em Dragonstone, que ela havia pedido para que eu fosse um pouco mais forte e rápido dentro dela, os nossos sexos eram basicamente isso, eu ainda era delicado, eu ia um pouco mais rápido e mais forte, mais com calma, eu queria que ela fosse se acostumando aos poucos, não queria jamais pensar na possiblidade de a machucar de algum modo.
Eu me livrei de todas as suas roupas e a peguei no colo, separando a nossa boca e tomando um de seus seios. Eu tinha uma de minhas mãos apoiadas em sua bunda, onde eu apertei com força, antes de deslizar meus dedos pela sua buceta, a estimulando-a um pouco antes de penetra-la com um dedo.
- Edward! – ela gemeu o nome baixo quando eu a penetrei com dois dedos e suguei com um pouco de força o bico de seu seio.
Eu tirei meus dedos de dentro dela, e com cuidado eu a deitei na cama, ficando por cima dela. Soltei seu seio, descendo com a minha boca pela sua barriga, lambendo-a, chupando-a e dando algumas mordidas pela sua pele clara, e conforme eu ia descendo pela sua barriga, as suas pernas foram se abrindo para mim, até eu ter me ajeitado entre elas, e tomando o seu clitóris entre os meus lábios.
A minha mão estava apoiada em seu ventre, para manter o seu quadril parado e com a outra eu subi para o seu seio, massageando o bico, já rígido, entre os meus dedos. Eu me deliciava com a sua buceta e com os seus gemidos, enquanto intercalava a minha mão entre os seus dois seios. Suas mãos puxavam meus cabelos entre os seus dedos, a cada sugada de minha boca em seu clitóris. Antes de gozar, ela soltou os meus cabelos e usou as mãos para abafar o seu grito de prazer enquanto eu sentia o seu gozo escorrendo para a minha boca.
- Isso é tão bom... – comentou com a voz baixa e eu sorri contra a pele de sua barriga, quando eu a beijei.
- Você é boa! – rebati beijando sua barriga de novo. – Você é gostosa! – comentei me aproximando de seu seio, passando a língua pelo bico, antes de puxa-lo entre os dentes. – Você é minha! – falei tomando, agora, seus lábios em um beijo.
Interrompi o beijo, apenas o tempo necessário até que eu me livrasse de toda a minha roupa e voltasse para perto dela, completamente nu. Ajeitei-me entre as suas pernas, deslizando a cabecinha de meu pênis pela sua buceta melada, antes de finalmente me afundar completamente nela. Apoiei as minhas mãos em suas coxas, apoiando-as em meus quadris, antes de desliza-las até o seu quadril, onde eu a segurei e comecei a investir o meu quadril contra o dela, devagar.
Bella estava com os olhos fechados, apenas sentindo as sensações que eu lhe dava e eu estava hipnotizado pelo balançar de seus seios, que se mexiam no mesmo ritmo dos meus quadris. Eu abaixei a minha coluna, colocando o meu rosto, no vão de seus seios, e subindo com as minhas mãos da sua cintura, até os seus seios, segurando juntos contra o meu rosto, e eu ouvi Bella rindo ao sentir a minha respiração contra a sua pele, mas tal riso virou um gemido quando eu tirei todo o meu pau de dentro dela e voltei com um pouco mais de força.
Eu passei a investir o meu quadril um pouco mais rápido contra o dela, enquanto passava a língua do vão de seu seio, até o bico de um, abocanhando-o, e espalmando a minha mão no outro, fechando-a e apertando com um pouco de força. Eu sugava e lambia o bico de seu seio, e a mão de Bella, apertava com força os meus cabelos, pressionando-o mais ainda contra o seu peito. Levantei apenas os olhos e vi que Bella continuava com os olhos fechados e com a cabeça para trás. Soltei os eu seio e subi com a boca pelo seu pescoço, e a mão que estava em seu seio subiu até a sua nuca, até a sua cabeça, a apoiando. Com a minha outra mão, eu passei pela sua cabeça e nos virei na cama, deitando de costas na cama e a deixando por cima de mim.
Bella arfou pelo susto e me olhava confusa.
- Apoia as mãos em meu peito. – pedi e ela apoiou as mãos espalmadas em meu peito e eu apoiei as duas mãos em seu quadril. – Relaxa! – eu segurava firme o seu quadril e comecei a mexê-la por sobre o meu colo, primeiro eu ia devagar, para que ela se acostumasse com outra posição e com o fato de que agora o meu pênis estava todo e completamente dentro dela, e isso poderia machuca-la. – Quer sair de cima do meu colo? – perguntei e ela negou com a cabeça. – Quer? – insisti.
- Não! – falou seria e firme.
Levantei um pouco as minhas pernas, para que ela tivesse mais um pouco de apoio e comecei a mexer o seu quadril contra o meu. Movimento de vai e vem intercalando com subir e descer, devagar, um pouco agoniante demais, mas sempre seria no ritmo dela, para o prazer dela. Eu amava o fato de que Isabella aprendia rápido, e não demorou nem três reboladas de seu quadril contra o meu, e ela começou a se mexer sozinha, ainda sem jeito e devagar, mas nos movimentos que ela queria.
Eu continuava com as mãos apoiadas em seu quadril, dando apoio e segurança para que ela continuasse se mexendo. Com cuidado, eu me sentei na cama, e ela levou as suas mãos para os meus ombros e escondi meu rosto em seus seios.
- Mais rápido! – ela pediu com a voz baixa.
- Relaxa. – pedi e ela comecei a mexer o seu quadril contra o meu, fazendo-a cavalgar contra o meu pênis.
As mãos de Bella apertavam os meus ombros, fincando as unhas curtas conforme as paredes de sua buceta apertavam o meu pênis. Eu ouvi o gemido de prazer em meu ouvido quando ela gozou, e seu corpo relaxou um pouco mais contra o meu corpo. Continuei a movimenta-la em meu colo, até eu gozar dentro dela, eu deixei o meu corpo tombar para trás na cama, trazendo-a junto comigo. Isabella deitou a cabeça em meu peito e eu comecei a deslizar as pontas dos meus dedos pelas suas costas nuas.
Eu não sabia ao certo quanto tempo havia passado, em que nós dois continuávamos deitados na cama, com ela ainda em cima de meu corpo e comigo dentro dela, mas Bella havia adormecido com o carinho que eu fazia em suas costas. Com cuidado, eu nos virei na cama, saindo de dentro dela, e deitando-a no colchão ao meu lado, ela aninhou a cabeça contra o meu peito e eu continuei deslizando as pontas de meus dedos pela pele macia de suas costas.
Eu acordei Bella um tempo depois, para que ela pudesse tomar um banho e se trocar para que pudéssemos ir logo para o castelo. Mal deixamos o navio prontos, uma carruagem esperava por nos no final do porto, Dimitri haviam pedido para virem nos buscar e nos levar para o palácio dos Water Gaderns, que era o retiro privado dos Volturi, a alguns quilômetros de Sunspear.
Os jardins eram localizados próximos a uma praia ao Mar de Verão, e durante o caminho nós seguimos na carruagem por uma estrada costeira. Ele era pavimentado por um mármore rosa pálido, que era exportado das Ilhas de Verão, e ele era composto por diversos terraços com vista para as inúmeras piscinas e fontes, sombreados por laranjeiras sanguíneas. Durante a estação em que estávamos, os jardins eram deveras agradáveis: dias quentes, noites frescas, e a brisa salgada soprando do mar e fontes e piscinas onde as crianças da realeza de Apus brincavam.
A minha chegada ao Water Gaderns ao lado de Isabella havia sido uma surpresa para o príncipe Aro, pai de Dimitri. Não sabia se era pelo fato de eu estar andando ao lado de uma mulher e segurando a sua mão, ou se era pelo fato de ela ser filha do Hightower, e todos em Andrômeda, incluindo as pessoas do Principado de Apus, sabiam que ele me odiava.
Ao contrário de Adhara, Bella estava um pouco mais solta, talvez o fato de estar longe dos olhares atentos acusadores de seu pai, já estivesse lhe fazendo bem. Heidi, esposa de Dimitri acabou atraindo Isabella para perto das piscinas onde as crianças estavam, e era engraçado o meu sentimento ao ver Isabella perto das crianças. Eu, que sempre achei crianças insuportáveis, estava ansioso para o meu primeiro filho com Bella, eu sabia que ela seria uma excelente mãe, já que era um verdadeiro amor de pessoa, alguém que parecia não ter nem um por cento de maldade em seu coração grande e puro.
Acabou que ficamos dois dias em Sunspear, antes de seguir viagem para as Ilhas. Daqui para frente a única coisa que veríamos era água e mais água, enquanto torcíamos para que não pegássemos nenhuma tempestade por estarmos cruzando mar aberto. Tinha dias que eu não via sequer a sombra de Caraxes, e outros ele ficava sobrevoando o navio, nos acompanhando. Eu já havia feito essa viagem com ele duas vezes, essa agora era a terceira, e ele sempre fazia isso, sumia por alguns dias, provavelmente indo atrás de algum alimento, e em outros ele ficava sempre por perto. Tessarion passava a maior parte do dia sobrevoando o navio, não muito alto e nem muito longe, ela ainda implicava um pouco com Caraxes, então sempre que ele estava por perto, ela vinha para os ombros de Isabella.
Dois meses e uma semana após termos deixado Adhara o navio atracou no porto de Walano, a primeira ilha do arquipélago das Ilhas de Verão. E todos o que estavam no navio agradeceram por ter sido uma viagem tranquila, alguns dias de chuva, mas nada que pudesse deixar o mar bravio. Ao deixar a cabine do navio e ir para o convés, eu fui cegado por alguns segundos devido ao sol forte da região. Do navio eu já conseguia ouvir a vida festiva que emanava das ilhas, aqui tudo, literalmente tudo, era motivo de festas. O porto estava cheio, alguns navios de cisne estavam sendo embarcados e outros desembarcados, as pessoas aqui trabalhavam felizes e rindo, não era igual a Adhara onde todos trabalhavam emburrados e carrancudos. Quando Bella saiu do navio, parando ao meu lado, eu vi que ela havia ficado sobressaltada com o lugar, em momento algum de sua vida ela deveria ter imaginado um lugar como esse, tão vivo, alegre e vibrante como esse.
Aqui a mata nativa ainda ocupava mais de oitenta por cento do espaço, o que significava que a área era quase que completamente verde, enquanto que em Adhara você só encontrava uma árvore quando ia até a floresta do rei, do lado de fora dos muros da cidade. Eu dei a ordem para que, ao descarregarem, o navio, o levassem até a minha casa, e ao explicar onde ela ficava, eu segurei a mão de Isabella e descemos do navio. A Cidade das Árvores Altas, a capital de Walano, era uma cidade pequena, e por mas que não houvessem ruas asfaltadas, ainda era confortável de andar, além do fato de não haver muitas carruagens da ilha, na verdade, se eu me lembrava bem, não havia carruagem na ilha. Aqui só se utilizavam cavalos ou barcos, além das próprias pernas.
Enquanto íamos andando pelas ruas de terra em direção a minha casa, Isabella ficava virando a cabeça como se quisesse ver de uma única vez tudo o que tinha ao seu redor, algo que me fazia sorrir amplamente. Eu sentia que ela estava se contendo, caso contrário, estaria pulando eufórica igual a uma criança.
Há alguns anos, na primeira vez que eu havia vindo até a ilha, um pouco depois que eu havia reivindicado Caraxes, por volta dos meus quinze anos, eu havia pego todo o dinheiro que eu tinha em Adhara e havia comprado um pequeno castelo em Walano, até porque eu pretendia ficar aqui e não voltar mais a Andrômeda, eu ainda não conhecia Isabella e tinha tanta gente a minha frente para assumir o trono, que eu havia simplesmente resolvido deixar a cidade. Não foi nenhuma surpresa meu avô e irmão terem me encontrado cerca de um ano depois de eu ter “sumido” e me obrigado a voltar a Adhara. Quando eu tentei fugir do meu casamento com Nettie, eu havia fugido para cá também, e mais uma vez, os dois vieram atrás de mim e me obrigaram a voltar a Adhara.
Eu gostava bastante das ilhas, o ar calmo me deixava tranquilo, e isso era bom! Em alguns pontos. Eu gastava quase que uma pequena fortuna anualmente mantendo esse castelo, enquanto ouvia meu irmão reclamando e questionando o motivo de eu ainda não tê-lo vendido, sendo que eu não voltaria mais para as Ilhas. E bom... Cá estou eu! Graças aos deuses eu jamais ouvi o meu irmão, do mesmo jeito que ele também jamais me ouvira. O pequeno castelo tinha uma localização perfeita, a entrada dele tinha dois caminhos, um que levava para o centro da cidade e o outro que descia para uma pequena e leve inclinação que levava para uma pequena praia particular, com areia bem clara e água cristalina e calma, onde na areia tinha uma tenda, com um pequeno divã, algo que eu nunca tinha usado, mas já tinha vindo na compra, e a parte de trás dava para uma grande clareira, que era circundada pela floresta nativa, onde tinha uma grande caverna, com um lago próximo, e aquela clareira foi o que me fez comprar tal propriedade, tinha um lugar para que Caraxes pudesse se abrigar em caso de mal tempo.
E ele não perdeu tempo, mal chegamos ao castelo, e ele já estava deitado na relva verde. Eu havia avisado aos criados, através de um corvo, que estava vindo para a ilha, então não foi nenhuma surpresa para eles quando eu entrei em casa, a surpresa se deu ao verem Isabella ao meu lado, mas mudos estavam e mudos permaneceram.
Eu sequer perguntei a ela como estava se sentindo, até porque eu sabia que ela estava cansada, até mesmo eu estava e estava louco para deitar na cama que eu sabia que era macia e que não iria ficar balançando. Deixei primeiro Isabella no quarto para que ela pudesse descansar, ela se sentou na ponta da cama e tirou Tessarion de seus ombros, eu imaginava que ela já começava a ficar pesada, e que carrega-la sobre os ombros já cansava e machucava. Tessarion planou pelo quarto, até deitar, no divã em frente a cama, e se aninhar ali. Beijei os lábios de Isabella, garantindo que me uniria a ela em poucos minutos, que iria resolver apenas umas coisas com os criados e que logo estaria de volta.
Antes de deixar o quarto, eu deixei as janelas abertas, para que pudesse entrar um pouco do vento fresco da ilha, e para que Tessarion pudesse sair por elas quando quisesse. Deixando-a sozinha, eu segui para o andar de baixo para que pudesse falar com os criados. As coisas que havíamos trazido de Adhara já estavam sendo trazidas para dentro de casa. Avisei que os meus baús e os de Isabella, eram para ser levados todos para o meu quarto, o que ficava subentendido que eu dividiria o quarto com ela, e que agora Isabella também era a dona da casa, junto comigo, portanto os seus pedidos e ordens deveriam ser acatados. Pedi, também, para que levassem algumas ovelhas e carneiros para a campina onde Caraxes estava, e que, mais tarde, quando fosse levar o jantar ao meu quarto, levasse uma porção de carne crua junto.
Com as ordens dada, eu voltei para o quarto e Isabella ainda estava acordada. Ela estava apoiada no beiral da janela, seus pés descalços tocavam no carpete que revestia todo o chão de pedra do quarto, Tessarion não estava mais em lugar nenhum do cômodo. Provavelmente ela não havia me ouvido entrando no quarto, já que acabou se sobressaltando quando eu abracei a sua cintura.
- O que acha? – perguntei com a minha boca próxima ao seu ouvido.
- Eu acho que eu nunca vou querer sair daqui! – comentei e eu acabei rindo, dando um beijo em sua bochecha. – Só é quente! A brisa do mar não deixa transparecer muito e é aí que está o problema! –
- Eu sei... Tanto que depois que estiver descansada, teremos que ir até o mercado, não vais aguentar dois dias aqui com as roupas que trouxe de Adhara! –
- Já percebi isso! – respondeu sorrindo. – Na verdade eu estou até que bem, achei que fosse estar mais cansada ao deixar o navio! – ela encostou a cabeça em meu ombro. – Vai me amostrar a ilha? –
- Todas! – respondeu contra a sua orelha. – Teremos bastante tempo para isso, não precisa se preocupar! Já disse que ficaremos aqui durante todo o tempo que desejar! – eu apertei um pouco mais o meu abraço em volta de seu corpo, e ela virou o rosto na minha direção. – Te amo, minha princesa. – ela sorriu amplamente para mim quando eu beijei a sua testa.
- Eu também te amo, meu príncipe. – eu abaixei um pouco a minha cabeça apenas para que pudesse lhe beijar os lábios.
Uma batida na porta me impediu de aprofundar o beijo, e ao questionar o que desejavam, eram os criados com os baús. Permiti a entrada e me soltei de Bella, não antes de lhe dar outro beijo nos lábios. Avisei que iria enviar um corvo ao meu irmão, avisando que tínhamos chegado bem, e que se ela desejava mandar alguma mensagem ao seu pai ou a Rose, era só escrever e me entregar.
Deixei que os criados levassem as coisas para dentro quarto, enquanto Bella continuava vendo Tessarion voando no céu azul da ilha, quase que completamente invisível nele. Enquanto as criadas começavam a desfazer as bagagens, eu fui até a biblioteca, onde poderia escrever a mensagem ao meu irmão. Eu estava quase terminando de escrever e enviando ao meistre, que eu mantinha aqui para cuidar de tudo, para que enviassem um corvo até Adhara, quando Isabella apareceu, batendo na porta para atrair a minha atenção. Ela tinha se calçado de novo e havia vindo escrever uma mensagem também.
Eu havia lhe dado privacidade para que ela escrevesse o que desejava, e no final, ela me entregou apenas um papel, dizendo que era para Rosalie. Ela não daria noticiais ao seu pai! Decidi não falar nada, e ela apenas voltou para o quarto enquanto eu seguia até a torre do meistre para lhe entregar as duas mensagens.
Quando eu regressei ao quarto, as criadas já tinham ido e Tessarion já tinha voltado para dentro do quarto e se aninhado no divã em frente a cama de novo. Mal eu havia me sentado na cama, ao lado de Isabella, que estava deitada, para que eu pudesse me livrar de minhas botas, e bateram mais uma vez a porta. Eram as criadas de novo, com água fresca e comida. Após termos tomado um banho e comido alguma coisa, nós nos deitamos na cama, para que pudéssemos descansar um pouco, eu tinha fechados as cortinas, para deixar o quarto escuro, e Isabella se aconchegou perto de mim, deitando a cabeça em meu ombro e apoiando o seu braço em meu peito descoberto, já que eu não usava nenhuma camisa. Beijei-lhe sua testa e encostei a minha cabeça contra a dela, antes de finalmente conseguir descansar.
Dois dias haviam se passado desde a nossa chegada em Walano, e ainda não tínhamos tido tempo de deixarmos a casa. Demorou um pouco mais do que o esperado para que pudéssemos nos recuperar após o longo dois meses de viagem presos dentro de um navio. O tempo estava quente e abafado, do jeito que sempre costumavam ser nas ilhas, e eu tinha me esquecido disso completamente. Eu estava na porta, que levava para o jardim dos fundos, e para a campina onde Caraxes estava, e eu o via se alimentando de algumas ovelhas, quando ouvi uma das criadas me chamando.
- Alteza. – eu apenas me virei de frente para ela, sem falar nada, e eu vi que ela estava levemente assustada.
- O que houve? – questionei.
- A senhora Zafrina está ai! – ela falou em um fio de voz e sem jeito. Era isso que a assustara, a minha possível reação ao receber essa notícia. Eu apenas respirei fundo, eu tinha me esquecido completamente da existência de Zafrina.
- Tudo bem. – disse simplesmente, e visivelmente mais calma, ela partiu para dentro do castelo. Eu me afastei da porta dos fundos, e caminhei até a da frente, onde ela estava. – O que deseja? – perguntei simplesmente, atraindo a sua atenção e fazendo-a se virar e me encarar.
- Nossa. Quanta frieza! – ironizou. Era incrível como ela não tinha mudado nesses últimos dez anos, ela continuava quase da mesma forma desde a última vez em que eu estive aqui. A mulher a minha frente era quase que da minha altura, a pele em cor de ébano, igual a maioria das mulheres da ilha. Os longos cabelos e olhos eram negros como uma noite sem estrela e seus traços eram finos e delicados. – Então os boatos de que tem um dragão na ilha eram verdadeiros. – comentou se aproximando de mim, e tentando acariciar o meu rosto, e eu segurei a sua mão, a impedindo. – O que houve, meu príncipe? – perguntou confusa.
- Zafrina, o que quer que nós dois tivemos há anos, não existe mais! Se não ficou claro quando eu fui embora da última vez, eu estou deixando bem claro agora. Eu sou casado! –
- O senhor também era casado da última vez em que esteve aqui! – apontou quando eu soltei a sua mão, deixando-a cair rente ao seu corpo.
- Agora é diferente. Eu amo a minha esposa, eu acabei de me casar com ela, e eu não quero problemas. – falei baixo ao ouvir passos no corredor, que se aproximavam da escada.
- Amor? – Bella me chamou, e ao me virar, eu a vi descendo as escadas. – Está tudo bem? – perguntou se aproximando de mim.
- Está! – garanti, passando a mão pela sua cintura, quando ela parou ao meu lado. – Essa é a Zafrina... Uma velha amiga! – expliquei, e olhei sério para que a mulher parada a minha frente.
- É um prazer... Senhora? –
- Isabella. – ela respondeu sorrindo.
- É um enorme prazer conhece-la. – Zafrina retribuiu o sorriso, e por mais que eu procurasse, não era um sorriso debochado. – Permita-me dizer, que com esses trajes, a senhora não vai aguentar um dia lá fora. –
- Eu sei! Mas esse foi o vestido mais fresco que eu achei entre as minhas coisas! – reclamou, mas o sorriso ainda estava em seus lábios. – Adhara é quente, mas não tanto como aqui! – suspirou. – Eu acabei de tomar um banho e já estou toda suada de novo! – brincou
- Caso queira, depois, quando o sol tiver mais baixo, eu possa lhe acompanhar ao mercado, para que possa arrumar roupas mais frescas. –
- Oh... – ela se virou para mim. – Se importa? –
- Claro que não. Eu não me importo. Eu quero que você fique o mais confortável possível. – garanti sorrindo e lhe beijei a bochecha.
- Senhora... – uma criada chamou a nossa atenção ao chamar por Isabella. – Com licença. Aqui está a carne crua que a senhora pediu. – ela esticou uma pequena vasilha de cerâmica com pequenos pedaços de carne.
- Obrigada. – Bella agradeceu ao pegar a vasilha em mãos. – Bom, foi um prazer lhe conhecer, mas se me dão licença, eu vou alimentar a Tessarion. Eu te encontro depois. – falou para mim.
- Vai lá, meu amor. – ela me deu um beijo na bochecha, e voltou a subir as escadas, usando uma das mãos, para segurar a saia do vestido. – O que você pensa que está fazendo? – perguntei entre os dentes, quando Isabella sumiu do nosso campo de visão e eu me virei para Zafrina de novo.
- Estou apenas ajudando-a! – respondeu irritada com a minha pergunta. – Eu não vou falar nada para ela, com isso não precisa se preocupar, acha que eu sou alguma idiota? Eu te conheço muito bem, e sei do que és capaz, e se tem uma coisa que eu não quero, é que vires as suas armas para mim! – ela respirou fundo para se acalmar. – Eu quero apenas ajuda-la, ela realmente não vai aguentar nem cinco minutos lá fora com essas roupas pesadas, e sabes disso! – explicou. – Avise a ela, que eu venho amanhã antes de o sol ficar forte para leva-la a vila. Com licença. – ela se virou, se aproximando da porta, mas antes de sair, ela se virou de frente para mim de novo. – Mas não é só porque eu estou falando que eu não irei abrir a boca, que outra mulher não faça isso! Não se esqueça de que não foi só comigo com quem se envolvestes nessa ilha! – lembrou-me e dessa vez deixou o castelo de vez.
Eu voltei ao quarto, encontrando Isabella sentada no grosso beiral da janela, mais uma vez descalça, enquanto alimentava Tessarion. Ao ouvir a porta abrindo, ela virou a cabeça na minha direção e seus lábios se repuxaram em um enorme e maravilhoso sorriso, e eu o retribui, mas sabia que o meu não havia alcançado os meus olhos. Eu tinha me esquecido completamente de Zafrina e de todas as outras mulheres com quem eu havia me envolvido na ilha, se eu me lembrasse disso, eu jamais havia sugerido trazer Isabella para cá, e teria ido para algum lugar do continente de Saggita.
A única coisa que eu queria era que ela se magoasse ou se sentisse desconfortável aqui, depois de saber o que eu acabei vivendo nos meus poucos anos nas ilhas.
No dia seguinte, eu não estava muito à vontade em deixar Bella sair sozinha com Zafrina, eu não sabia ao certo de se ela cumpriria com a sua palavra e não falaria nada a Isabella, mas ao mesmo tempo eu tinha noção de que ela realmente precisava adquirir roupas das ilhas, trajes feitos com tecidos mais finos e frescos, e sem tantas camadas como os vestidos de Andrômeda e também tinha noção de que a opinião de uma mulher, ainda mais de uma moradora local, seria melhor do que a minha.
Eu só soube que Isabella tinha voltando próximo ao horário do almoço, e que tinha ido direto para o quarto, em busca de um banho antes de descer para comer. Eu também tinha acabado de voltar da rua, tinha ido voar com Caraxes, eu estava ansioso com a ida de Bella ao mercado, e voar em Caraxes sempre havia me acalmado. Ao entrar no quarto, eu encontrei alguns vestidos de tecidos finos e leves em cima da cama, já ela estava no banheiro, dentro da tina, que estava cheia de água, com os pés apoiados na borda. Eu fechei a porta e fui me aproximando em silêncio dela. A janela do banheiro estava aberta, e eu conseguia ver Tessarion, voando lá em cima, agachei-me atrás da tina, próximo a sua cabeça, e notando os seus cabelos molhados.
- Eu posso entrar aí com você? – perguntei.
- Deve! – ela tinha os olhos fechados e continuou com os mesmos fechados ao falar, ela não havia se assustado comigo.
Eu me livrei de toda a minha roupa e botas, e ela afastou um pouco as costas da madeira da tina, para que eu pudesse entrar e me sentar atrás dela. A água estava fresca, eu sempre tive preferência por águas mais quentes, mas com o clima em Walano era difícil e completamente incômodo entrar em uma banheira com água quente. Eu me ajeitei atrás Bella, que apoiou as costas em meu peito, e a cabeça molhada em meu ombros, e continuou com os olhos fechados.
- Se divertiu? – questionei beijando seus cabelos molhando, enquanto eu acariciava a sua barriga com as pontas dos meus dedos, ela não me respondeu, apenas balançou a cabeça assentindo. – Encontrou algum vestido que tenha gostado? –
- Sim. – respondeu. – Muitos na verdade, mas eu não sei se vou me sentir muito bem os usando, portanto, eu trouxe apenas alguns. –
- Por quê não se sentiria confortável? –
- Eu... Eu me senti nua demais quando os experimentei ao chegar em casa. – explicou e eu sorri. – O tecido é lindo, isso é algo que não posso negar, mas ele é tão fino, que parece que eu não estou usando nada. –
- Devido ao calor, só assim mesmo para aguentar. – comentei quando ela aconchegou mais um pouco a cabeça contra o meu ombro. – Caso não se sinta bem ou confortável com as roupas da ilha, eu posso pedir para trazerem algo de Apus ou chamar um costureiro e você escolhe o jeito que o quer. – sugeri.
- Depois vemos isso! – disse simplesmente e eu lhe beijei a sua têmpora. – Zafrina nos convidou para jantar na casa dela. – contou. – Ela disse que o senhor sabe onde fica. –
- E o que mais ela disse? – perguntei, temendo que ela falasse mais do que deveria, e eu a vi sorrindo.
- Não se preocupe... Ela não me contou que vocês dois foram amantes! – respondeu enquanto eu beijava a sua têmpora de novo, e ao ouvir a sua voz, eu travei.
- Como... –
- Quando um homem apresenta uma mulher falando que eles são velhos amigos, não existe outro motivo sem ser o fato de eles terem sido amantes. – apontou sorrindo e se ajeitando na tina para ficar mais confortável. –
- Não se importa? –
- Por que eu me importaria com o que o senhor fez antes de se casar comigo? – questionou. – Eu me importo com o que o senhor vai fazer a partir de agora! –
- Eu já deixei bem claro a ela que não vai acontecer mais nada de novo. – garanti.
- Eu só não compreendo. O marido dela não liga? –
- Digamos apenas que, aqui nas ilhas, o ato de fazer sexo é considerado como algo sagrado, então ele não ligam caso as suas esposas transem com outros homens ou vice e versa. Tanto que é considerado normal, quando um ente querido morre, é normal celebrar os mortos com vinho e fazendo sexo. –
- Um pouco mórbido. – comentou.
- Para o que estamos acostumados, é mesmo! – falei em seu ouvido e dando uma leve sugada em seu lóbulo. – Contudo, é quase impossível não querer fazer sexo aqui, o ar dessas ilhas é completamente afrodisíaco. –
- Para de me provocar! – pediu e contra a sua pele, a minha boca se repuxou em um sorriso.
- Eu gosto de te provocar! – devagar, eu desci com a mão para o meio de suas pernas, tocando em sua buceta. Isabella abriu um pouco mais as pernas, para que a minha mão se alojasse ali.
Eu massageava o seu clitóris devagar, ganhando uns gemidos baixos em retribuição. Continuei descendo e deslizando meus dedos pela sua buceta, até encaixa-lo em sua entrada e a penetrando com um dedo, bem devagar. Eu fiz, por alguns segundos, um movimento de vai e vem, antes de tirar o meu dedo de dentro dela, e voltar a penetra-la com dois e seu gemido saiu mais alto. Eu fazia movimentos de vai e vem, devagar em sua buceta, enquanto chupava o lóbulo de sua orelha. Subi com a minha mão livre, até os seus seios, fechando um dentro da palma de minha mão e o apertando com um pouco de força.
Eu esfregava de leve o seu bico rígido entre os meus dedos enquanto eu passava a fode-la com os meus dedos um pouco mais rápido. Isabella abaixou os pés da borda da tina, fechando as pernas. Soltei os seus seios e coloquei as suas coxas sobre as minhas, arqueando-as dentro da banheira, para deixa-las abertas e voltei com a mão para o seu seio.
- Edward... – ela gemeu meu nome baixo enquanto apertava a borda da tina com a mão, eu já conseguia sentir as paredes de sua buceta apertando os meus dedos.
- Goza para mim! – pedi baixo em seu ouvido.
- Para de me torturar. – ela implorou choramingando, quando eu puxei o bico de seu seio entre os meus dedos.
- Parar? – perguntei sorrindo. – Mas, minha princesa, eu nem comecei! – brinquei sugando o lóbulo de sua orelha. – Goza para mim, meu amor. – pedi de novo fodendo-a mais rápido com os meus dedos e os seus gemidos ficaram mais altos. Ela tentava fechar as pernas, mas as minhas não permitiam. Tirei a mão de seu seio e desci para o seu clitóris esfregando os dedos nele. – Goza para mim. – pedi, beliscando-o de leve, e ela gozou em meu dedo.
- Desgraçado! – eu sorri ao sentir o seu gozo quente escorrendo pelos dedos, que ainda estava dentro da sua buceta, enquanto ela arfava.
Eu subi com as mãos pelo seu corpo, até chegar em seu rosto e vira-lo na minha direção, para que eu pudesse tomar os seus lábios em um beijo. Isabella se virou, ficando de frente para mim e sentando em meu colo, apoiando os joelhos ao lado do meu quadril. Apoiei a minha mão em sua nuca, infiltrando os meus dedos em seus fios molhados, e prendendo a sua cabeça ali, para que impedir que o nosso beijo fosse interrompido. Com a mão livre, enlacei a minha cintura com as suas pernas, e abracei a sua cintura, segurando-a firme, e com cuidado, eu me levantei da tina, me sentando primeiro na borda da tina, para que pudesse ajeita-la contra o meu corpo, antes de sair da mesma por completo.
Eu agia com todo o cuidado do mundo enquanto saia da banheira e ia na direção da cama. Nós estávamos molhados, e conforme eu ia andando eu ia trilhando um caminho molhado no chão e depois no tapete. Deitei Isabella no meio do colchão, longe de onde os seus vestidos estavam, e subindo em cima dela logo em seguida, as suas coxas não haviam deixado a minha cintura, quando eu soltei a sua cabeça, e prendi as suas mãos em cima de sua cabeça. Ajeitei o meu pênis em sua entrada e a penetrei de uma vez, sem muita cerimônia, entrelaçando os meus dedos aos dela, ainda acima de sua cabeça.
Comecei a investir o meu quadril contra o dela devagar, porém forte, os nossos rostos estavam muito próximos um do outro, com as pontas dos nossos narizes roçando uma na outra a cada investida de meu quadril contra o dela, enquanto eu mantinha os meus olhos fixos aos seus. Bella apertava as minhas mãos, e eu desviava o meu olhar entre os seus olhos, que reviravam a cada estocada minha, e os seus lábios avermelhados e levemente inchados, que estavam entreabertos, de onde saiam os seus gemidos que me deixavam completamente louco.
Eu era obrigado a concordar com o que o meu irmão havia dito há dois meses, eu estava completamente de quatro por essa mulher! Mais rápido, ela pediu entre os gemidos e eu passei a investir o meu quadril contra o dela mais rápido, aumentando tanto a velocidade quanto a intensidade, aumentando assim também o som de seus gemidos. Ela passou a me apertar por completo. Suas mãos apertavam as minhas, as suas pernas apertavam os meus quadris e as paredes de sua buceta apertavam o meu pau. Mesmo com um pouco de dificuldade, eu continuei investindo dentro dela, até que ela abafou o seu grito de prazer, contra os meus lábios, enquanto eu sentia o seu gozo escorrendo pelo meu pau. Um pouco mais devagar, eu passei a investir o meu quadril contra o dela, até gozar.
Eu continuei dentro dela, soltando as suas mãos e descendo com as minhas mãos pelo seu corpo, para abraça-la, e sentia os seus pés deslizando pelas minhas pernas, deixando a minha cintura, até entrelaçar as suas pernas as minhas, as suas mãos deixaram o colchão e abraçaram o meu pescoço, e o beijo, que agora era calmo, não havia sido interrompido.
Nós ficamos na cama até o final da tarde, quando infelizmente tivemos que deixar a cama para ir até a casa de Zafrina. Isabella estava tranquila em relação ao que eu tinha feito no passado, portanto queria ir, e eu também não queria deixa-la trancafiada dentro de casa, igual ela ficava em Adhara. Depois de eu ter ficado pronto, eu fiquei apenas esperando que ela terminasse de se vestir, sentado na ponta da cama com os meus olhos presos em cada pequeno movimento que ela fazia enquanto colocava o vestido. Eu entendia o motivo de ela não ter se adaptado, ainda, a roupa. O vestido era fino e leve, que prendia em volta de seu pescoço, deixando uma boa parte de suas coxas e os seus braços descobertos.
- Eu sei que não falo isso com muita frequência, mas você está linda. – ela me olhou através do espelho ao qual ela se olhava enquanto penteava o cabelo. – Você é linda de qualquer forma. Com qualquer tipo de roupa e principalmente sem. – ela sorriu para mim através do espelho.
- Eu estou me sentindo meio nua. – comentou guardando a escova em cima da sua penteadeira, e se virou de frente para mim. – Mas eu penso que seja apenas questão de costume! – dei de ombros.
- Não precisa usar essa roupa caso não queira! –
- Bom... Caso não se importe que os homens da ilha me olhem! –
- Eu arranco os olhos de um por um! – falei simplesmente ainda sentado na cama e ela balançou a cabeça sorrindo. – Você veste o que quiser, e eu arranco os olhos de quem se atrever a olhar! O único que pode olhar sou eu! – sem falar mais nada, ela apenas se aproximou de mim, apoiando as mãos nas laterais de meu rosto e beijou-me os lábios. – Pronta? –
- Sim. – respondeu me dando outro beijo em meus lábios, antes de se afastar e eu apenas a olhei da cabeça aos pés.
- Você é definitivamente a mais mulher mais bonita e perfeita que eu já vi na minha vida! –
- Pare! – pediu esticando a mão para mim. Eu segurei a sua mão, entrelaçando os meus dedos aos dela, e me levantei da cama.
Nós deixamos o quarto e consequentemente o castelo. A casa de Zafrina era perto da minha, e ir andando era bem tranquilo. A vila estava bem agitada, como era da última vez que eu tinha vindo aqui , músicas rolando na rua, casais dançando e crianças correndo no meio das pessoas, todos sem a menor preocupação, algo que jamais seria possível ver em Adhara. Bella olhava tudo em volta de forma maravilhada, tudo isso era algo que ela não estava acostumada a ver na capital, na verdade, após o pôr do sol, você não via mais ninguém na rua. Adhara não era segura durante o dia, quem dirá durante a noite!
Se não fosse pela diferença da cor da pele entre a Bella e os nativos, já que a pele dos povos das Ilhas de Verão, eram, em sua grandíssima maioria, de tons mais escuros do que o povo de Andrômeda – peles castanhas, ébano, azeviche polidos e teca, eram a grande maioria. – ela poderia se misturar muito bem entre eles, que ninguém iria dizer que ela era uma estrangeira, devido a semelhança entre os vestidos. Isabella parecia um pouco envergonhada com a roupa que usava, ela jamais usaria alo desse tipo em Adhara, ou então em qualquer outro lugar de Andrômeda, talvez em Apus, ou talvez se fosse até Saggita.
As pessoas olhavam para nós, e eu não sabia se era devido ao vestido de Bella ou pela cor de sua pele, já que ela era extremamente branquinha.
Nós chegamos à casa de Zafrina, e mal terminamos de subir as escadas que davam até a sua porta, e o valete abriu a mesma, permitindo a nossa entrada. Não demorou muito e Zafrina chegou junto ao seu marido Nahuel, e sua cunhada Senna, e nos guiou para o quintal dos fundos, onde tinha sido montada uma mesa de jantar. Como era costume local, almofadas eram usadas como cadeiras e eu ajudei Bella a se sentar, antes de me sentar ao seu lado. Senna havia sentado na ponta da mesa, entre o seu irmão e eu.
Alguns aperitivos foram servidos primeiro, frutas e o doce vinho da ilha, mais doce e forte que os de Andrômeda. Mal o prato principal havia sido servido eu senti um ar de incomodo vindo de Bella, e dessa vez não era pela roupa de vestia, era um incomodo muito mais forte. Ao olhar para o seu rosto, eu notei que ela olhava, pelo canto dos olhos, para Senna, peguei a minha taça de vinho e olhei de forma discreta para a mesma direção que Bella olhava, e notei que ela não tirava os olhos de mim, e de Isabella, olhando com raiva para a minha esposa, e isso a incomodava. Do mesmo jeito que eu tinha me envolvido com Zafrina, eu tinha me envolvido com Senna, contudo eu esperava que ela tivesse dito a cunhada, que o que havia acontecido há anos, jamais aconteceria de novo.
Ao colocar a minha taça de volta a mesa, eu passei o braço pela cintura de Isabella, a puxando para perto de mim, para que se acomodasse entre as minhas pernas, e ela apoiou a cabeça em meu peito, enquanto ouvíamos Nahuel contando sobra a sua última viagem a Saggita, onde ele tinha passado por perto de Cária. Zafrina notou os olhares, os quais começavam a me incomodar também, e eu não fazia nada principalmente em respeito, tanto a minha esposa quanto ao Nahuel e Zafrina, e chutou, sem a menor descrição, as suas pernas, para que ela parasse. Quando Senna se retirou, deixando-nos nós quatro sozinhos, foi quando o ar do ambiente ficou mais leve e mais descontraído.
Já era bem tarde quando voltamos para casa, bem cansados e com Bella levemente alterada devido a grande quantidade de vinho que ela havia tomado, já que ela não estava acostumada a beber vinho forte. Ao entrarmos de volta no quarto, eu troquei de roupa, vestindo apenas uma calça e me deitei na cama, observando Isabella trocando o seu vestido por uma camisola, e vindo logo em seguida para a cama, beijando-me os lábios, antes de deitar a cabeça contra o meu peito e indo dormir.

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